Presidente do Clube Atlético de Macedo de Cavaleiros demite-se após suspeitas de uso indevido de fundos e falta de transparência
Presidente do Clube Atlético de Macedo de Cavaleiros demite-se, juntamente com mais sócios, e é criada uma comissão de gestão para gerir o clube.
Após denúncias de falta de transparência e apropriação de fundos em benefício próprio, o presidente do Clube Atlético de Macedo de Cavaleiros, Diogo Costa, demitiu-se do cargo. A decisão foi revelada, ontem, durante a assembleia-geral ordinária de sócios, apesar de Diogo Costa não ter marcado presença. O presidente do clube apresentou a demissão um dia antes desta assembleia.
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No total, acabaram por pedir demissão mais três sócios. Ainda durante o mês de outubro, o tesoureiro e vogal da direção. Durante a assembleia, um vogal apresentou igualmente a demissão, sendo depois possível avançar com uma comissão de gestão para gerir o clube.
Nesta assembleia foi criada esta comissão de gestão, gerida por seis elementos, para dirigir o clube, sendo eles: Rui Pacheco, Luís Mila, Cristiano Valadar, Joana Queiróga, Otávio Rodrigues e Vítor Santos. Esta nova comissão vai apresentar um novo relatório de contas, antes da realização das eleições.
Recorde-se que a polémica veio a público, a 27 de outubro, quando um sócio e um elemento dos órgãos sociais da direção do Clube Atlético de Macedo de Cavaleiros acusaram o presidente, Diogo Costa, de falta de transparência, ocultação de dívidas, adulteração de relatórios de contas, gestão danosa e apropriação indevida de dinheiro do clube em benefício próprio. Entre as acusações, estava também a realização de negócios diretos com familiares e ainda alegado auxílio à imigração ilegal, através do recrutamento de atletas estrangeiros.
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Na altura, Pedro Mila, secretário da direção, contou que, devido ao clima de desconfiança já instalado, foram verificados extratos bancários que revelaram transferências para a conta pessoal do presidente do clube e que existia um buraco financeiro superior a 20 mil euros.
De acordo com os denunciantes, na última apresentação do relatório de contas foi revelado um saldo de 12 mil euros, quando na realidade a conta tinha apenas 4 mil euros.
Todos estes factos foram denunciados ao Ministério Público, através de uma queixa-crime. A Polícia Judiciária já está a investigar o caso.
A Rádio Brigantia tentou contactar o presidente da assembleia-geral, Rui Figueiredo, mas sem sucesso.
Escrito por Rádio Brigantia.
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