Movimento cultural do planalto mirandês reclama que mais-valias da venda das barragens fiquem no território

Algumas associações culturais do Planalto Mirandês uniram-se para lançar um manifesto que defende que as receitas fiscais geradas pela venda das barragens do douro internacional no território a tributação dos lucros anuais barragens, bem como o IVA da venda da energia, sejam aplicados no território.

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15 jul. 2020, 09:01

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Este grupo alega que existem injustiças relaccionadas com a venda das barragens de Miranda do Douro, Picote e Bemposta. Segundo Susana Ruano, representante da Lérias - Associação Cultural, uma das entidades proponentes do manifesto, em causa está o facto de as mais-valias não ficarem na região, que herda pouco mais do que aspectos negativos, como as pedreiras a céu aberto, de onde foi retirado o granito para as barragens, que nunca foram reparadas. “Temos as barragens, as pedreiras e as linhas de alta tensão, temos todos os impactos negativos a nível ambiental, mas não temos o resto, a riqueza que produzem aquelas barragens não fica em terras de Miranda. Queremos ter voz e que a população em geral saiba das injustiças que se têm vindo a cometer ao longo de décadas em Miranda do Douro e Mogadouro”, afirmou.

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Por se tratar de um assunto bastante discutido, há já alguns anos, Susana Ruano confirma que o manifesto está a obter uma boa reacção, até porque a generalidade das as pessoas daquele território querem uma justa redistribuição de dividendos.

O manifesto já está online e conta com mais de mil subscritores. Segundo Susana Ruano, pretende-se agora chegar ao Governo para lhe dar conta do que acreditam ser uma “injustiça”.

O manifesto cultural junta a Associação da Língua e Cultura Mirandesas, a FRAUGA - Associação para o Desenvolvimento Integrado de Picote, a associação Galandum Galundaina, a Associação Cultural Lérias, a MasChocalheiro - Associação de Bemposta, bem como várias pessoas ligadas ao território. Escrito por Brigantia.

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