Impacto mundial dos sefarditas de Mogadouro em debate na feira do livro

Mogadouro teve um papel central na influência dos sefarditas a nível mundial, quem o defende é António Júlio Andrade, autor de vários estudos sobre judeus e marranos.

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05 jun. 2019, 08:44

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Natural de Felgueiras, em Torre de Moncorvo, António Júlio Andrade, na palestra que proferiu sobre as memórias sefarditas em Mogadouro, reportou-se à história do judaísmo neste concelho como “fantástica”.

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“Há vultos de Mogadouro em qualquer parte do mundo, tem uma história fantástica em termos de judaísmo”, destacou. António Júlio Andrade defende que “Mogadouro era ponto central na ligação a Fermoselle” e “é preciso não esquecer que, provavelmente, a feira mais importante de Trás-os-Montes na idade média era a de Azinhoso”. Assim, “grandes mercadores” acorriam a esta feira e “muitos ficavam por aqui” e “outros faziam negócio”.

Conhecidos pelos grandes negócios em vários pontos do mundo, como nas Honduras e nas Caraíbas, os judeus que passaram por Mogadouro foram, para António Júlio Andrade, uma comunidade de grande dinâmica.

“Enquanto os cristãos velhos condenavam o empréstimo de dinheiro, os judeus, que “eram mercadores de tudo”, não eram assim porque “abonavam dinheiro em qualquer parte do mundo desde que fosse de confiança”.

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A palestra "Mogadouro: memórias sefarditas", por António Júlio Andrade, aconteceu sábado, na Casa da Cultura desta vila. Escrito por Brigantia.

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