Hernâni Dias nega ilegalidades nas obras da Zona Industrial e da Circular Interior

Hernâni Dias, está a ser investigado pela Procuradoria Europeia por assuntos relacionados com as obras de construção da zona industrial e do circular interior de Bragança, na altura em que era presidente da câmara de Bragança, segundo avançou a RTP, na passada sexta-feira, no programa a Prova dos Fa

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21 jan. 2025, 16:51

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Em comunicado enviado, hoje, à Rádio Brigantia, o secretário de Estado, recusa ter cometido qualquer ilegalidade, no âmbito da investigação da Procuradoria Europeia, por suspeita de ter recebido contrapartidas, quando foi presidente da Câmara de Bragança.

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Hernâni Dias diz estar “convicto” de que agiu “com total transparência e dentro da legalidade” e que está “ao dispor das autoridades competentes para prestar todos os esclarecimentos”.

Na nota escrita, o ex-autarca de Bragança garante ter pedido, a 05 de fevereiro de 2019, ao Ministério Público, “que investigasse a empreitada da Zona Industrial em Bragança e ao LNEC (Laboratório Nacional de Engenharia Civil) que fizesse uma auditoria”, após terem surgido “algumas dúvidas durante a sua execução”.

Segundo o comunicado, a auditoria do LNEC terá confirmado que “na generalidade, os trabalhos executados que foram objeto de alteração contratual tiveram correspondência com documentos” e que “as soluções executadas em obra, embora diferentes das de projeto, não se revelam desadequadas aos objetivos e função da infraestrutura”.

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A obra, segundo o secretário de Estado, “ficou 328.492,86 euros mais barata do que o valor pelo qual tinha sido adjudicada”.

Segundo o programa “A Prova dos Factos”, da RTP, emitido na passada sexta-feira, o filho de Hernâni Dias viveu num apartamento, no Porto, que pertencia ao filho de um dos sócios da construtora que ganhou o concurso para a ampliação da zona industrial de Bragança.

Em relação a este assunto, esclareceu que o filho “foi estudar para a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto no final de 2016, tendo ficado alojado num apartamento partilhado com outro colega amigo, também de Bragança”, mas que o valor das rendas foi pago “por transferência bancária, conforme contrato”.

Estas explicações surgem no seguimento dos factos revelados em novembro, no programa ‘A Prova dos Factos’ da RTP1, relativos à ampliação da Zona Industrial, nomeadamente que existiram trabalhos faturados, mas não executados no valor de mais de 800 mil euros. Agora, segundo a RTP 1, o filho de Hernâni Dias, que à época dos trabalhos era presidente da câmara de Bragança, terá residido, cinco anos, no Porto, num apartamento pertencente a um filho de um sócio da empresa Huilla, construtora que “ganhou duas grandes obras em Bragança”.

Escrito por Brigantia

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