Feira do Cordeiro de Coelhoso mantém tradição com jogos e sabores, mesmo sem concurso de ovelhas

Surto da Doença da Língua Azul não permitiu realização do tradicional concurso da Ovelha Churra Galega Transmontana

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04 ago. 2025, 08:05

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Coelhoso esteve em Festa no Sábado com a habitual Feira do Cordeiro. No entanto, devido à Doença da Língua Azul, a feira não contou com o tradicional concurso da Ovelha Churra Galega Transmontana.

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Ainda assim, segundo João Matos, presidente da Junta de Freguesia de Coelhoso, o cordeiro manteve o protagonismo. “É uma feira que está prevista já anualmente nas nossas atividades e que é importante para nós. Acho que sim, que tem sido um sucesso. No entanto, este ano, por questões veterinárias, há o concurso da Ovelha Churra Galega Transmontana, mas tudo o resto fazemos e reorientamos para um convívio entre a comunidade também e claro que é bem-vinda toda a gente. Reorientamos para dois jogos, um é a cordeira cega, em vez de ser a cabra cega. E depois também temos a corrida de sacos, cujo prémio é um cordeiro de barro. Portanto, são recriar, no fundo, tradições antigas com pequenos ajustamentos à situação”, disse.

João Matos deixou ainda o alerta que, apesar de não existirem muitos casos de Língua Azul na freguesia, os apoios para os produtores deveriam ser maiores. “Uma coisa é a confiança que nós temos nos produtores, e eu tenho a plena, porque os serviços funcionam, a inspeção funciona, e a evidência disso é que não permitiram a deslocação dos animais. A segunda parte é o apoio que eu acho que é essencial para que os agricultores realmente sejam ressarcidos e para que possam sobreviver. Porque eles já estão no limiar daquilo que é possível fazerem e, portanto, qualquer perturbação é difícil de acomodar na respetiva atividade”, frisou.

O evento contou com a presença de vários expositores de produtos da região, que destacam o ambiente acolhedor e a boa disposição.

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“Sim, também é um ambiente muito acolhedor. As expectativas acho que sim, que estão a começar bem. Vamos ver. Dá uma espera que venha muita gente para nos visitar pelo menos”, contou Lurdes Alves, florista.

Outra vendedora garantiu que este “é um convívio interessante” e que sempre se vão vendendo alguns produtos. “As pessoas gostam de provar os nossos produtos”.

Este ano, participaram no almoço cerca de 400 pessoas, onde o almoço foi precisamente cordeiro. Para o futuro, o presidente adianta que, apostar na lã seria uma mais valia para enriquecer a feira.

Escrito por Brigantia.