Custos com a sanidade animal dos produtores de gado de Bragança vão passar para metade

Os produtores de gado do concelho de Bragança vão passar a pagar metade do valor que estariam a suportar com o controlo da sanidade animal através de um protocolo entre a câmara municipal brigantina e a Associação de Criadores de Gado de Bragança

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16 abr. 2019, 08:51

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Prevê-se a atribuição de uma verba de 60 mil euros por causa do Programa Sanitário Anual, que é aprovado pela Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária, que comporta acções de rastreio da tuberculose e brucelose nos animais. Uma medida que, segundo o presidente da câmara, Hernâni Dias, permite que os produtores possam aumentar o rendimento. "Estamos a dar um contributo para o agricultor não ter que suportar tudo aquilo que tem a ver com a recolha de sangue dos seus animais. Estamos a contribuir para que o agricultor possa aumentar o seu rendimento. Abrange todos os produtores do concelho de Bragança, que tenham ovinos, caprinos e bovinos e que tenham as suas explorações devidamente registadas".

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No concelho há 850 produtores, cerca de 38 mil pequenos ruminantes e perto de 2650 bovinos. Para o presidente da Associação de Criadores de Gado de Bragança este valor atribuído pela câmara é muito expressivo. Para uma classe de trabalhadores agrícolas, no concelho de Bragança, terra deprimida, com poucos recursos e uma agricultura de subsistência, este valor é muito expressivo e pode chegar a cerca de 5% do total daquilo que são os gastos de uma exploração. É um esforço da câmara que é muito bem-vindo. Num rebanho, de tamanho médio, pode representar 500 euros, ou mais. Significa que quem pagava 500 euros passará a pagar 250".

Esta ajuda, para Luís Afonso, permite aos agricultores “recuperar rendimento” mas o grande problema é “não haver população”. Assim esclarece que, por exemplo, "em 1991, haveria cerca de mil ovelhas em Rio de Onor e cerca de 65 vacas. Hoje há cerca de 50 ovelhas e uma vaca. São Julião tinha 150 bovinos há 20 anos, não tem um único há oito anos a esta parte".

Segundo Luís Afonso, no concelho, nos últimos cinco anos, não há registo de casos de tuberculose. Já no que diz respeito à brucelose, no ano passado foram mortos 20 animais mas há cerca de 10 anos abatia-se uma média de de quatro mil.

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Escrito por Brigantia

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