Caça tem cada vez menos praticantes na região e enfrenta dificuldades

O número de pessoas a dedicar-se à caça tem vindo a diminuir, uma vez que a actividade se tem tornado menos atractiva, em especial para os jovens.

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27 nov. 2019, 10:15

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Os custos envolvidos e a diminuição das espécies cinegéticas são alguns dos factores que afectam este sector, destaca Fernando Castanheira Pinto, presidente da Confederação Nacional de Caçadores Portugueses.

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“Há um decréscimo muito grande do número de caçadores, principalmente jovens, o que se deve à diminuição drástica do número de espécies cinegéticas disponíveis, aos processos burocráticos para obtenção da carta de caçador, da licença de uso e porte de arma e aos custos associados”, explica. Para além de que, a população de caçadores é hoje mais envelhecida, “60% estão acima dos 55 anos”, o que é visto como uma “situação preocupante”.

As associativas têm vindo a passar por dificuldades financeiras e também no que toca à gestão cinegética e exploração de recursos. Nélson Cadavez, presidente do Clube de Monteiros do Norte, acrescenta que a falta de formação também afecta o trabalho desempenhado pelas associações que gerem as zonas de caça:

“Do ponto de vista de gestão cinegética, o trabalho que se tem feito ao longo destes quase 30 anos eu diria que está muito aquém do que seria desejado e daquilo que seria possível, por falta principalmente de competências profissionais”, afirmou, explicando que há um “défice considerável” nesta matéria.

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Por outro lado, Castanheira Pinto, considera que o papel das associativas é fundamental para manter a actividade cinegética.

“Hoje já não haveria caça se não fosse o fomento e a gestão que os caçadores, que ainda vão fazendo sementeiras, desmatação e controlo dos predadores”. Por isso entende que o papel das associativas “é fundamental”, apesar de admitir que “não se pode considerar que todas tenham um papel exemplar e nem todas trabalham ao mesmo nível em prol da caça”. O responsável acusa ainda o Estado de se “demitir da sua principal função: a fiscalização” e aponta o furtivismo como outro dos problemas da caça.

Com este governo as áreas da floresta e da caça passaram do ministério da Agricultura para o do Ambiente. Jacinto Amaro, presidente da federação Nacional de Caça, a Fencaça, critica esta mudança, porque entende que vai acrescentar burocracia ao sector:

“Ter uma coisa num ministério e outra noutro parece-me desfasado, parece não contribuir para uma organização menos burocrata e obriga a que o agricultor e o produtor florestal, que muitas vezes é o mesmo, tenha que andar a repartir-se por vários ministérios”, afirmou Jacinto Amaro.

A diminuição do número de praticantes e de algumas espécies cinegéticas, em especial devido às doenças, as dificuldades que as associativas enfrentam são problemas que estão a contribuir para a baixa atracção e baixo valor económico da caça na região. Escrito por Brigantia.

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