A Câmara Municipal de Bragança vai criar um grupo de trabalho com a PSP e outras instituições devido ao aumento de atropelamentos registados na cidade. A presidente do município, disse que não se trata de uma questão urbanística, mas sim de distração dos condutores.
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“Temos de ter aqui um dado em conta muito importante. Há indicadores que às vezes são excecionalmente baixos, mas é porque são territórios também de baixa densidade populacional. E registou-se aqui algum aumento. Pelo que consegui apurar, a maior parte das causas não tem a ver propriamente com questões de urbanismo, mas sim por distrações dos condutores, que acontecem frequentemente, nomeadamente porque estão ao telemóvel. Mas lá está, isso é algo que temos que apurar e há sempre coisas que podemos melhorar”, reforçou Isabel Ferreira.
A questão relativamente à sinistralidade foi levantada na última Assembleia Municipal, pela deputada Teresa Aguiar, da Iniciativa Liberal, que garante que houve um aumento de 22% de atropelamentos em Bragança e não considera que se trate apenas do comportamento dos condutores. “Aquilo que propomos é que tendo em conta que os dados suportam que há um aumento, tem que haver uma revisão do planeamento da cidade. E porquê que nós achamos que isto é uma questão de planeamento e não só de distração dos condutores? Há efetivamente zonas onde ano após ano se verificam acidentes, ou seja, há zonas efetivamente que são perigosas.
Teresa Aguiar deu como exemplo, a Avenida Sá Carneiro, que acredita que é mais propícia a estes casos, pelas condições da via. “É efetivamente uma destas zonas. É uma combinação de coisas que algumas delas não são necessariamente más, ou seja, são vias grandes em que as pessoas, com bons pavimentos, as pessoas sentem-se confiantes para acelerar, só que depois aparece um peão, não vêm a tempo e pronto, acontecem acidentes”. Na mesma assembleia, a IL referiu ainda exemplos de cidades que reduziram “drasticamente a sinistralidade rodoviária através de planeamento urbano, como Helsínquia que chegou, recentemente, a ter zero mortes rodoviárias durante um ano completo. Oslo, por exemplo, tem vindo a reduzir de forma muito significativa a mortalidade, e Pontevedra não regista mortes na estrada há mais de 10 anos. São exemplos claros de que é possível fazer o mesmo em qualquer cidade, sobretudo numa cidade pequena, desde que haja vontade política e uma estratégia consistente”, apontou a deputada.
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A deputada da Iniciativa Liberal sublinhou ainda a necessidade de mais iluminação e melhores acessibilidades.
Recorde-se que desde o mês de novembro houve dois atropelamentos na cidade de Bragança que deixaram duas pessoas feridas, uma delas em estado grave, em que o condutor não prestou auxílio à vítima e fugiu do local. Ainda no mesmo mês, ocorreram outros dois atropelamentos relacionados com trotinetes, mas que não causaram feridos.
Isabel Ferreira adiantou que “brevemente” irá “dar mais informações” e recordou que o município está já “a trabalhar num plano de mobilidade sustentável".
Escrito por rádio Brigantia






