Biscateiros em Bragança são poucos para tanto trabalho

Há trabalhos que poucos querem ou sabem fazer. E só se dá conta de que há pouca gente para os realizar quando a dificuldade bate à porta

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08 ago. 2023, 08:56

Este artigo tem mais de um ano

Persianas emperradas, canos de água danificados, torneiras a pingar, sanitas entupidas, tomadas que deixaram de funcionar… há um sem número de problemas com os quais é preciso lidar no dia a dia. Na hora do aperto não se sabe bem quem pode resolver a questão.

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Fernando Jorge dá conta de vários tipos de trabalhos, em Bragança, tanto na cidade como nas aldeias. É proprietário de uma empresa de bricolagem ao domicílio e diz que “não há mãos a medir”. “A Briconor é uma empresa de bricolagem ao domicílio, desde persianas, pintura, pichelaria, electricidade, tudo o que está ligado à construção civil. Há muita gente a solicitar serviços. Difícil de fazer? Não é nada. Há sempre solução para tudo, com mais ou com menos dificuldade. Fui aprendendo e aprendendo, com os anos, com o trabalho”.

Ligado à actividade há vários anos, Fernando Jorge diz que poucas pessoas a realizar este tipo de serviços, daí ser tão procurado e ter tanto trabalho. O brigantino diz que é muito complicado arranjar quem queira trabalhar na área. “Há falta de trabalhadores. As pessoas queixam-se de que há muito poucas pessoas que queiram fazer estes serviços”, explicou Fernando Jorge, que disse que “não é fácil” arranjar pessoas que queiram aprender a arte.

Augusto Alho também é biscateiro em Bragança. Tudo começou quando a empresa onde trabalhou durante 35 anos faliu. Nessa altura decidiu começar a fazer biscates e trabalho não falta. “Há, bastante. Só que há pouca gente que queira fazer isso. Há muito trabalho. Se as pessoas quisessem aprender não faltava trabalho. As pessoas costumam procurar-me para arranjar torneiras, móveis partidos, móveis de cozinha, etc”.

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Agora já não tem muito tempo para se dedicar a estes trabalhos, porque tem uma casa de móveis em Bragança. Vende móveis por medida e faz mudanças. Outro dos trabalhos que ninguém quer fazer. “Há pouca gente que faça mudanças. Nós, aqui, praticamente, somos os únicos em Bragança. É um trabalho um bocadinho difícil. Subir escadas e descer escadas com estes móveis, é complicado, tem que se ter cuidado”.

Nos dias que correm, encontrar alguém que ainda faça biscates é um achado. E por serem poucos, por vezes, as pessoas chegam a esperar semanas até que o problema seja solucionado.

Escrito por Brigantia

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