ANAM quer criação de fundo permanente para ajudar autarquias em caso de catástrofe

Associação quer que, com este fundo, seja possível obter uma resposta imediata face aos prejuízos causados por catástrofes naturais e de clima extremo

"Congratulamo-nos com esta decisão", disse o Presidente da ANAM

07 nov. 2026, 17:26

A Associação Nacional de Assembleias Municipais (ANAM) quer criar um Fundo com financiamento permanente e previsível de Catástrofe, Emergência e Adaptação Climática.

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O intuito deste fundo é de apoiar os municípios na resposta a situações de emergência e na recuperação dos territórios afetados por fenómenos extremos.

A proposta consta do parecer da ANAM sobre a Proposta de Lei do Orçamento do Estado (OE) para 2027, já enviado à Assembleia da República.

“Os municípios estão na primeira linha da resposta às necessidades das populações, incluindo perante situações de emergência e fenómenos climáticos extremos. É, por isso, importante dotar o Poder Local de instrumentos financeiros que permitam planear, prevenir e responder a estes desafios com maior previsibilidade, protegendo simultaneamente a capacidade de investimento e a qualidade dos serviços públicos”, afirma Fernando Santos Pereira, Presidente da ANAM.

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Com este documento a ANAM diz que pretende assegurar uma resposta “mais estável e abrangente” a desafios como as cheias, tempestades e incêndios e não esperar que os mecanismos sejam acionados após a emergência ocorrer.

Entre as medidas defendidas figuram uma dotação anual no Orçamento do Estado, calculada com base numa percentagem do Fundo de Equilíbrio Financeiro a definir por lei, a possibilidade de transitar os saldos não utilizados para os anos seguintes e o financiamento de ações de prevenção e adaptação climática, além da reparação dos danos provocados por catástrofes.

Em relação às ocorrências do presente ano, em particular da tempestade Kristin, a ANAM defendeu, no parecer sobre o OE 2027, que a recuperação dos equipamentos municipais deve ser comparticipada a 100%. A associação defende ainda um alargamento dos prazos de candidatura ao Fundo de Emergência Municipal para que outros investimentos municipais não sejam comprometidos.

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