Águias FC Vimioso leva “Menina do Laço” ao peito pelo autismo
O Águias FC Vimioso vai levar, durante a época 2026/2027, a imagem da “Menina do Laço” nos equipamentos, numa iniciativa de sensibilização para o autismo e de apoio à família de Benedita, uma criança com Perturbação do Espectro do Autismo. O clube doou ainda a receita do primeiro jogo da temporada à família, num valor próximo dos 200 euros
O desporto é considerado um aliado para pessoas do Espectro autista. Mas além da prática, o desporto pode ajudar iniciativas ao promover e sensibilizar para causas como o autismo.
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Foi precisamente essa a ideia do Águias FC Vimioso ao aliarem-se à ‘menina do Laço’, um projeto criado pela avó da pequena Benedita que foi diagnosticada com Perturbação do Espectro Autista (PEA). Devido às terapias serem dispendiosas os familiares da Benedita começaram a vender laços artesanais de modo a conseguir ajudar a suportar as despesas.
Com o intuito em ajudar, o clube de futsal vimiosense decidiu levar ao peito, esta temporada 2026/2027, a menina do laço. Uma ideia do presidente do clube, Vitor Cardoso, que diz conhecer a realidade destes pais. Não sendo fácil, decidiu ajudar e pôr em prática o novo projeto do clube, estar mais próximo da comunidade local.
“Desta forma juntamos aquilo que estamos a tentar fazer no nosso projeto do Águias FC do Vimioso, que é encaixar o clube na comunidade e queremos que seja mais do que um clube futebol. Queremos que esteja ligado às pessoas e que tenha um papel social devido à posição privilegiada que tem.”
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Cátia Santos, mãe da Benedita, contou que foram abordados por Vitor Cardoso de forma inesperada, mas “com bastante emoção”.
“O presidente mostrou-se bastante sensibilizado com esta questão e sei que este é o segundo ano que começa a época a lutar por uma causa”, explicou, assinalando que foi uma proposta “muito importante para nós enquanto família da Benedita, pela Benedita, pelo autismo e por todas as famílias que também vivem o autismo diariamente, como nós.”
Cátia Santos explicou que a filha faz várias terapias a título privado, mas as despesas vão muito além dos tratamentos. Fraldas, restrições alimentares e medicação tudo com um custo considerável e as ajudas do governo “ainda são bastante reduzidas”. E não se trata apenas dos apoios monetários. Segundo esta mãe, “há ainda muito para fazer”, nomeadamente nos espaços públicos e nas escolas, onde, na sua opinião, ainda existe muita falta de preparação para receber crianças no espectro autista. “O governo devia intervir mais”, frisou.
Iniciativas como esta são para Cátia Santos um indicador de que sociedade “está no caminho para se tornar mais inclusiva”, mas “ainda há “um longo caminho a percorrer” por isso é que considera esta iniciativa tão importante.
Por sua vez, Vitor Cardoso, explicou que a ideia de levar a imagem ao peito tem como propósito despertar curiosidade, nos jogadores, nos adeptos e nas equipas que vão defrontar ao longo da temporada.
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“Acreditamos que, durante a época, podemos criar uma sensibilização devido à visibilidade que temos. Com a imagem da ‘Menina do laço’ no equipamento que forem ver os jogos, vão ver a imagem, vão pesquisar para tentar perceber do que se trata. Depois também já temos bastantes atletas, então já envolve muitas mais famílias. Todos, muito provavelmente, irão querer ajudar com a compra de laços”, contou.
Além da utilização da imagem ‘da menina do laço’, o clube doou o valor dos bilhetes do primeiro jogo à causa da mesma. Ao todo foram angariados perto de 200 euros, adiantou Vitor Cardoso explicando que esta foi a forma do clube contribuir.
“Sabemos que é pouco, mas sabemos que isto acaba por ser um efeito bola de neve. Começa agora, depois com a venda dos laços acredito que seja uma boa ajuda para os pais”, concluiu.
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