O Cordeiro voltou a ser protagonista em Coelhoso, no concelho de Bragança.
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Este certame decorre, anualmente, há 14 anos na freguesia e apesar do animal ser destaque, o presidente da Junta de Freguesia, Ramiro Veiga, considera que é também uma forma de valorizar e promover os produtos regionais.
“Ao longo dos 14 anos tem vindo sempre a crescer, cada vez mais, e nós fazemos o melhor que podemos e sabemos para que isso aconteça. Este ano não é exceção. Contamos, como sempre, com expositores de Coelhoso e de outras zonas da região. Há, cada vez mais expositores, que vêm divulgar o que de melhor têm”, disse, acrescentando que se trata de uma “união e compromisso” que faz com que, em todas as edições, estes expositores marquem presença.
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No que ao cordeiro diz respeito, o presidente explica que o slogan “tradição que nos une, sabor que nos identifica” faz, precisamente, referência ao facto do cordeiro ser “a identidade” da freguesia e da festa.
Além da valorização dos produtos endógenos e do artesanato, este certame é também conhecido pelos dois concursos pecuários, o concurso da Ovelha Churra Galega Bragançana e do Cão de Gado Transmontano.
Nesta edição participaram mais de 20 produtores de gado, todos do concelho de Bragança, cujos animais foram avaliados ao nível da morfologia e das características físicas, numa iniciativa que contribui para a valorização e preservação desta raça autóctone explicou ao Jornal Nordeste o secretário-técnico da ACOB - Associação Nacional de Criadores de Ovinos da Raça Churra Galega Transmontana, José Rodrigues.
O concurso regressou este ano, depois de não se ter realizado na edição anterior devido aos constrangimentos provocados pela doença da língua azul.
O responsável explicou ainda que a idade média dos produtores ronda os 50 e os 60 anos, embora a maioria tenha mais de 70 anos, o que evidencia o envelhecimento do setor.
Ainda assim, José Rodrigues destacou que existem ainda alguns jovens a investir na atividade e que, apesar de não se traduzir em maior número de produtores, o número de associados da ACOB tem vindo a aumentar.
O representante da ACOB destacou ainda em Coelhoso que a falta de mão de obra continua a ser um dos principais problemas, uma vez que o trabalho não se resume a levar os animais a pastar, exigindo também tarefas diárias nos estábulos e estaleiros, como alimentar e tratar os animais, tosquiar e assegurar todos os cuidados necessários.
Questionado sobre os apoios em vigor por parte do Poder Central, José Rodrigues defendeu a necessidade de um reforço das ajudas aos produtores, sobretudo perante o aumento dos custos de produção, nomeadamente do combustível, que tem contribuído também para a subida do preço da alimentação animal. Apesar das dificuldades sentidas pelo setor, salientou que continua a existir uma procura significativa por estes ovinos, tanto no mercado nacional como no espanhol.
A Feira do Cordeiro tem ainda o propósito de dar as boas vindas aos emigrantes. Nesse sentido, a autarquia local “faz questão” que se realize sempre no primeiro fim de semana de agosto
“Estamos sempre à espera deles para os termos connosco, e por isso mesmo escolhemos sempre o primeiro fim de semana de agosto e aproveitamos o máximo de os imigrantes que cá estejam para com eles fraternizarem”, sublinhou Ramiro Veiga, adiantando que a viajam anual vai “contar com os emigrantes” e que está “programada para dia 10 de agosto”, concluiu.





