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Rui Teixeira e Mónica Silva vencem Meia Maratona das Cantarinhas

Rui Teixeira e Mónica Silva vencem Meia Maratona das Cantarinhas
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  • 11 de Maio de 2026, 08:46

Rui Teixeira e Mónica Silva foram os grandes vencedores da Meia Maratona das Cantarinhas, disputada este domingo, em Bragança, estabelecendo novos recordes no percurso dos 21 quilómetros.

O atleta da AD Vila Chã do Marão cortou a meta em 1:06:35 e destacou a dificuldade da prova devido às condições meteorológicas. “Foi uma boa luta com o vencedor do ano passado, mas consegui ser mais forte. As condições, no final da prova, ficaram difíceis. Foi aguentar esta chuva a bater no corpo, mas dar tudo até ao fim… estou muito feliz”, afirmou.

Na vertente feminina, Mónica Silva, do Clube Atlético de Macedo de Cavaleiros, triunfou com a marca de 1:14:59, superando Carla Martinho, vencedora das últimas quatro edições. “É uma alegria para mim e para o clube que me acolhe. E, nós, também temos de retribuir com o nosso trabalho diário e representar da melhor forma”, disse.

Também a prova de 10 quilómetros teve um ritmo elevado. Em masculinos, Ruben Pires, do São Salvador do Campo, foi o mais rápido, concluindo a distância em 30:58. “Estou numa fase muito boa. Estou a trabalhar para correr maratonas na Europa e sinto-me muito forte. Foi muito bonito correr aqui, com tanto apoio ao longo do percurso”, referiu.

No setor feminino, Joana Ferreira, do Sport Clube Beira-Mar, estreou-se da melhor forma na competição brigantina, vencendo com o tempo de 35:08. “É a primeira vez que venho a Bragança e vencer aqui os 10 quilómetros é incrível. Ficam muito boas recordações”, afirmou, descrevendo o traçado como “desafiante”.

Nos cinco quilómetros, os atletas da casa levaram a melhor. João Moreira, do Ginásio Clube de Bragança, venceu a competição masculina com 17:22. “O objetivo era fazer uma marca melhor, mas as condições climatéricas dificultaram muito. Depois percebi que não ia conseguir o tempo pretendido e foquei-me em garantir a vitória”, explicou.

Já em femininos, Eva Fernandes, da MS Team, regressou à competição com um triunfo, terminando a prova em 21:38. “Ganhar em casa e regressar à competição desta forma foi muito especial. Não esperava vencer”, confessou.

Na corrida de cadeira de rodas, integrada nos 10 quilómetros, Eduardo Bacalhau, da Porminho, voltou a vencer, completando a distância em 35:50. “Foi duro. Tenho duas hérnias e quase não consegui treinar, mas regressar aqui é sempre especial”, afirmou.

A edição de 2026 registou um novo máximo de participantes, com 4070 inscritos, ultrapassando claramente os números do ano passado. Adélia Sendas, líder do Ginásio Clube de Bragança, acredita que a prova pode continuar a crescer nos próximos anos. “Se isto pode crescer? Eu penso que sim. Aliás, eu espero que sim, porque se ela tem crescido, acho que é pelo facto da excelente organização que temos e da forma como bem recebemos quem vem”, sublinhou.

Apesar da chuva e do mau tempo, a responsável considerou que o evento voltou a afirmar-se no panorama nacional. “O São Pedro não ajudou, mas a prova correu muito bem”, destacou.

A presidente da Câmara Municipal de Bragança, Isabel Ferreira, salientou o impacto económico e desportivo da iniciativa. “Bragança afirma-se nesta prova. Temos hotelaria e restauração praticamente cheias e isso mostra a importância do evento para o concelho”, referiu.

A prova contou ainda com a presença da campeã olímpica Rosa Mota, que deixou elogios à organização e ao ambiente vivido na cidade. “Ver tanta gente numa prova no interior do país significa que as pessoas estão preocupadas com a saúde, com o convívio e com o exercício físico. E Bragança acolhe muito bem quem cá vem”, destacou.

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Carina Alves