Administração do Matadouro do Cachão vai apresentar plano de recuperação para reverter insolvência
A administração do Matadouro Industrial do Cachão, no concelho de Mirandela, reagiu, esta tarde, ao comunicado divulgado pelo Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (SINTAB), – que lamentou a sentença de insolvência do Matadouro –, e garantiu que tudo está “em pleno funcionamento” e será apresentado um “plano de recuperação”.
Michel Monteiro, administrador do Matadouro, confirmou que o processo de insolvência foi despoletado por um dos credores. “É verdade que decorre este processo, não é menos verdade que foi despoletado por um dos credores, o credor Aries Lusitani, não é o maior, mas é um dos maiores e que tem total legitimidade para acionar este mecanismo que a lei define, que é a insolvência”, disse.
O administrador garantiu que os trabalhadores foram devidamente informados e que, nesta fase, ninguém será despedido. “Reuni com os colaboradores na terça-feira, dando-lhes nota daquilo que estava a acontecer, que decorre um processo, pedi-lhes total tranquilidade e foco na missão deles, que é abater animais, e que não se desviassem disso”, contou, acrescentando que “o matadouro está em pleno funcionamento” e “não foi ninguém para casa”.
Sem grandes detalhes, avançou ainda que neste momento está ser elaborado um plano de recuperação para reverter a situação, que será benéfico para os trabalhadores e para a região. “Terá de ir de encontro àquilo que são as expectativas dos credores e se assim for, ao ser votado favoravelmente, conseguimos com isto a continuidade das operações. Se, eventualmente, os credores entenderem que o plano a vir a ser apresentado não corresponde àquilo que são as expetativas deles, aí teremos de ver qual será a via a seguir, mas para já é tudo muito incerto”, esclareceu. Mas alertou que no caso dos dois dos maiores credores – Aries Lusitani e Pedro Barradas – , em conjunto, não o aprovarem, o término desta atividade poderá tornar-se numa realidade.
As autarquias de Mirandela e Vila Flor são as entidades que detêm a quase totalidade do capital desta infraestrutura, mas Michel Monteiro referiu que “não depende da boa vontade destes acionistas, mas sim da posição que irão tomar os credores na assembleia a realizar-se”.
O responsável reconheceu que esta infraestrutura “está bem localizada e tem uma enorme importância estratégica para o concelho de Mirandela, Vila Flor, bem como para todo o distrito”.
