PCP de Bragança alerta que nomeação dos cinco vice-presidentes da CCDR-N acentua o centralismo
A Direção Regional de Bragança do PCP entende que a nomeação dos cinco vice-presidentes acentua o centralismo das CCDR e não serve as populações do distrito. Fátima Bento, do PCP de Bragança referiu que “esta nomeação é mais uma prova daquilo que o PCP tem denunciado. Esta entrega e esta delegação de competências nas CCDRs não é para resolver os problemas da nossa região, é mais uma etapa num processo que é de centralização”.
Recorde-se que já em dezembro passado, o PCP afirmou em comunicado, que estas nomeações confirmavam e acentuavam a natureza e funções destas entidades, isto é, “constituir-se como instrumentos da estratégia de adiamento sine-die da regionalização e de imposição de políticas regionais a partir do comando governamental, resultante da conhecida partilha de concepções centralistas entre PS, PSD e CDS, que envolveu o acordo para um novo e ainda mais negativo e burocrático papel destas entidades, a ainda uma negociada divisão de poder entre estes dois partidos.
Desde o primeiro momento, desta entrega de competências às CCDR’s, o PCP relembra que denunciou a farsa de “democratização” e “denunciou mais este passo no processo de reconfiguração do Estado ao serviço dos interesses do grande capital, em que se insere a desarticulação e desvalorização dos serviços públicos em todo o território e mais um passo na partilha de clientelas entre PS, PSD e CDS”.
Fátima Bento considerou que o facto de os vice-presidentes não serem da região, torna apenas mais evidente que em nenhum momento se pretendeu desenvolver uma estratégia séria para uma efetiva política de coesão territorial e aponta a regionalização como solução. “Nós temos, ao longo dos anos, denunciado este processo. Entendemos que não há eleição nenhuma, são nomeações e acordos entre o PS e o PSD, que não pretendem acautelar os graves problemas que a nossa região tem. Entendemos que a regionalização era o caminho para o resolver”.
Para a DORBA do PCP, a indignação expressa por parte das estruturas locais destes partidos, é “mero engodo para se justificarem perante os seus concidadãos e desconforto por terem ficado de fora desta distribuição de cargos apetecíveis”. A Federação Distrital do PS de Bragança também lamentou estas nomeações e considerou que o processo “despreza completamente a representatividade do Interior e o distrito de Bragança”.
