Sociedade

Bragança entre as cidades mais acessíveis para viver num país liderado por Cascais e Lisboa

Bragança entre as cidades mais acessíveis para viver num país liderado por Cascais e Lisboa
  • 24 de Março de 2026, 11:37

Bragança continua a destacar-se como uma das cidades mais acessíveis para viver em Portugal, num contexto nacional marcado por fortes assimetrias no mercado imobiliário. De acordo com uma análise recente do portal Imovirtual, referente ao período entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, os preços médios de arrendamento no país mantêm-se elevados, sobretudo nos principais centros urbanos e turísticos.

No caso de Bragança, a renda média situa-se nos 550 euros mensais, um valor significativamente inferior à média nacional, que ronda atualmente os 1100 euros. Este dado, segundo o portal, reforça o posicionamento da cidade como uma alternativa mais económica face às regiões do litoral, onde a pressão da procura continua a fazer disparar os preços.

No topo da lista das cidades mais caras surge Cascais, com rendas médias a atingir os 2400 euros mensais e preços de compra que ultrapassam os 1,35 milhões de euros. Segue-se Lisboa, onde arrendar casa custa, em média, 1800 euros por mês, embora se tenha registado uma ligeira descida de 2,7% face ao mesmo período do ano anterior.

Entre os mercados mais caros destacam-se ainda Funchal, Faro e Oeiras, com rendas médias entre os 1600 e os 1700 euros mensais. Estes valores refletem a elevada procura em zonas com forte atratividade turística e económica, onde a oferta continua limitada. Em contraste, além de Bragança, também Guarda apresenta valores mais acessíveis, com rendas médias de 562 euros. Estes territórios do interior continuam a registar menor pressão da procura e uma evolução de preços mais moderada.

No segmento de compra de habitação, o padrão mantém-se semelhante. Depois de Cascais, surgem Oeiras e Lisboa entre os mercados mais caros, com preços médios a rondar os 720 mil e os 710 mil euros, respetivamente. O ranking inclui ainda Lagos e Óbidos, evidenciando o peso crescente das zonas turísticas e de segunda residência na valorização imobiliária.

Segundo Sylvia Bozzo, responsável de marketing do Imovirtual, os dados confirmam que “os mercados mais caros continuam concentrados em territórios com elevada atratividade económica, turística ou internacional”, embora se comece a verificar uma maior dispersão geográfica da procura, com alguns portugueses a procurarem alternativas fora dos grandes centros urbanos.


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Written By
Carina Alves