Mogadouro aposta nos produtos da terra
No entanto, a existência de unidades certificadas para a produção de alguns produtos expostos ainda não é uma realidade visível na região.
“Apesar de não haver cozinhas tradicionais, os vendedores de produtos endógenos estão autorizados a fazer a sua comercialização, cumprindo as normas de segurança alimentar impostas pela lei”, salientou o vereador da Câmara Municipal de Mogadouro, Dário Mendes.
A criação de um “ninho de empresas” na zona industrial é a aposta da autarquia para garantir o futuro do certame
Contudo, estão já em fase final de licenciamento duas cozinhas tradicionais, havendo sete expositores autorizados a vender fumeiro, queijos, doçaria, folares e outros produtos alimentares, confeccionados de forma tradicional. Para já, existe, apenas, uma queijaria tradicional certificada em todo o concelho.
“Gostava que as pessoas que já estão autorizadas a vender passassem a outra fase, que é a da criação e licenciamento de pequenas unidades de transformação, como é caso de fornos e cozinhas tradicionais”, frisou o vereador.
Agora está tudo nas mãos da iniciativa privada, comprometendo-se a autarquia a ajudar na condução e elaboração dos respectivos projectos, através do Gabinete de Apoio ao Investidor. Importa, ainda, realçar que, no futuro, é impossível realizar certames desta natureza sem haver espaços licenciados, onde sejam cumpridas as normas de segurança e higiene alimentar.
O município de Mogadouro está a estudar a criação de uma espécie de “ninho de empresas”, na zona industrial, para albergar algumas unidades de transformação de produtos tradicionais. Os produtos terão, ainda, uma marca com referência à sua origem.

