A estrelinha da bola parada
O sentido de colocação e instinto matador de Tony aproveitou um deslize defensivo forasteiro, proporcionando, com sabor a injustiça, a vantagem local aos 18’. Sem os mirandelenses terem tempo para reagir, aos 20’ uma preciosidade de Marco Móbil, que normalmente “molha a sopa” nestes derbis, tranquilizava a vantagem canarinha.
Obrigados a correr atrás do prejuízo, os homens da Princesa do Tua conseguem reduzir para 2-1, pelo inconformado, mas nada afortunado, Cheguerov, aos 34’.
Estava relançado o jogo, as bancadas vibravam com o bom futebol e a atitude dos dois conjuntos, e, com grande emotividade, aproximava-se o intervalo, deixando antever uma segunda parte intensa e a expectativa se a boa organização defensiva local iria aguentar a pressão forasteira na procura do empate ou se aproveitaria jogando no erro adversário para cimentar a sua vitória. Expectativa que Pedrinha diluiu ao apontar um livre directo, de ângulo muito apertado, subscrevendo um golo de levantar o estádio aos 43’. Facto que lhes proporcionou um intervalo bem mais tranquilo que aos vizinhos e rivais de Mirandela.
Na segunda parte, o técnico mirandelense arriscou tudo, tanto que podia ter sido penalizado pela teoria da “manta curta”, mas o resultado não se alteraria muito pela falta de sorte na finalização dos alvi-negros e pela boa organização e sentido de entreajuda dos canarinhos.
A eficácia na eficiência conferem justiça na vitória brigantina com a qual encurtaram a distância para o líder, recuperando o estatuto de candidatos, juntando-se aos outros finalistas. Mantém-se assim acesa a luta e a expectativa quanto às duas equipas que vão conseguir ser as mais regulares, contabilizando o maior número de pontos para a festa da subida.
Quanto aos árbitros, fizeram um trabalho didáctico, evitando os cartões e controlando os atletas pelo diálogo, deixando jogar em função do espectáculo. Apostaram numa metodologia e num rigor que deve ser tomado como exemplo.
Jogo no Estádio Municipal de Bragança
Árbitros: José Coelho (A.F.Porto)
3 Bragança
Ximena
Fernando Silva
Braima
Rui Gil
Tony
Marco Móbil
(Luís Paulo 84’)
Luís Rodrigues
Ismael
Pedrinha
Diogo
(Lixa 52’)
Luís Teixeira
(Carlitos 79’)
Técnico: Lopes da Silva
1Mirandela
Norinho
Ramalho
(Rui Esteves 63’)
Rocha
Diogo Cunha
Rui Lopes
Cheguerov
Pedro Borges
Vitó
Nelson Brito
(André Novais 56’)
Peixe
Dani
(Jefferson 56’)
Técnico: Jorge Batista
Disciplina: Pedrinha 26’, Luís Teixeira 35’, Diogo 52’, Lixa 85’, Tony 86’, Nelson Brito 23’, Vitó 39’
Golos: 1-0 Tony 18’, 2-0 Marco Móbil 20’, 2-1 Cheguerov 34’, 3-1 Pedrinha 43’

