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Barragem afunda 16 quilómetros de Linha do Tua

Barragem afunda 16 quilómetros de Linha do Tua
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  • 27 de Maio de 2008, 09:09

Durante a reunião que decorreu, na passada terça-feira, entre a EDP, os autarcas dos cinco municípios abrangidos pelo empreendimento e a Estrutura de Missão do Douro, a empresa fez saber que a barragem vai alagar parte da linha ferroviária, independentemente de ser construída à cota mínima (160 metros) ou máxima (195 metros).
Perante esta situação, a EDP assume que terá de encontrar uma alternativa de mobilidade para as populações que vão ficar sem o comboio.
A cota definitiva só deverá ser conhecida no final do ano, após a análise do Estudo de Impacte Ambiental que já foi entregue ao Instituto Nacional da Água.

Autarcas do Vale do Tua mostram-se satisfeitos com a mudança de comportamento da EDP

Após mais um encontro de trabalho, os autarcas emitiram um comunicado onde salientam que “registaram com agrado uma mudança de comportamento da EDP na participação neste processo”. No entanto, salientam que se mantêm em aberto todas as possibilidades, pelo que só tomarão uma posição definitiva após a apresentação do estudo mandado elaborar pelos cinco municípios.
Dado que o estudo prospectivo para o desenvolvimento integrado do Vale do Tua ainda está em curso, foi agendada uma nova reunião, que irá decorrer no concelho de Alijó, dentro de um mês.
Por sua vez, o partido “Os Verdes” receia que “o namoro consumado entre a EDP e os presidentes de Câmara do Vale do Tua, nomeadamente Murça, Alijó, Vila Flor e Carrazeda de Ansiães, seja indiciador de que se preparam para assumir o papel de coveiros do Vale e da Linha do Tua”.
Os ambientalistas prometem não baixar os braços e desenvolver um conjunto de acções nacionais e internacionais no sentido de travar a construção da barragem, que consideram “um crime de ordem ambiental e patrimonial”.

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Redação