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Produção de cereja ameaçada

Produção de cereja ameaçada
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  • 27 de Maio de 2008, 09:46

De acordo com João Henriques, previa-se que a colheita de cerejas chegasse aos 50 mil quilos. Contudo, caso a chuva continue com mesma intensidade, “a perda de produção poderá chegar aos 60 por cento de toda a colheita, pelo que a situação torna-se preocupante”, garantiu o dirigente agrícola.
No ano passado, a CAAF colheu cerca de 30 mil quilos daquele fruto, sendo que para este ano se previa um aumento na produção de cereja. De modo a garantir a qualidade e quantidade, aquela colectividade aumentou a área de pomares em cerca de 20 hectares.
“Para já, a cereja mais tardia ainda não corre risco de ser perder, mas não se podem fazer prognósticos”, afiançam alguns produtores.
Recorde-se que, nesta altura do ano, a produção de cereja é uma importante fonte de rendimento para os agricultores daquele concelho da Terra Quente Transmontana, sendo que a CAAF é o maior produtor da região.

Situação verifica-se, também, no concelho de Mirandela

Ao que foi possível apurar, há situações idênticas no concelho de Mirandela, onde os produtores se mostram preocupados com a quebra de produção de cereja devido a chuvadas que continuam a cair.
A agravar a situação provocada pelo mau tempo, estão os gastos com a manutenção dos pomares e o preço da mão-de-obra para apanha da cereja, cujos valores estão calculados em cerca de 30 euros/dia, numa área estimada em 40 hectares.
“Cereja é um fruto que tem de se colher com cuidado e em média 50 quilos por pessoa, o que fica dispendioso”, avança João Henriques.
Com o aproximar da Feira da Cereja, que decorrerá em Alfândega da Fé de 6 a 10 de Junho, os promotores da iniciativa já garantiram que não haverá falta de cereja, tanto em quantidade como em qualidade.

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Redação