Algoso: História, património e lendas
Conhecida pelo castelo que se impõe no Monte da Penenciada, a mais de 600 metros sobre o rio Angueira, a freguesia oferece isso e muito mais a todos os visitantes e curiosos, como a igreja matriz, o pelourinho, o antigo edifício da Câmara e as capelas de São João e São Roque, entre muitos exemplares históricos.
O pequeno castelo integrava uma linha defensiva antiquíssima, em conjunto com as fortificações de Milhão e Santulhão, e proporciona vistas deslumbrantes, a partir das quais se pode contemplar, entre muitas outras coisas, a antiga ponte romana sobre o rio Angueira. No recinto envolvente, pode visitar-se, ainda, um templo antigo que seria, primitivamente, a igreja matriz daquela localidade e que surge associada à lenda da Senhora do Castelo (ver caixa).
Algoso era ponto de passagem obrigatório para os romeiros que percorriam o Caminho de Santiago
Rica em estórias e património, Algoso é, também, conhecida pela Fonte Santa, na Capela de São João. Seria aí que, em tempos idos, os romeiros que percorriam o Caminho de Santiago lavavam os pés e descansavam antes de continuarem viagem. “Há quem diga que a água é milagrosa e que os cerca de dois mil romeiros que passavam por aqui aproveitavam para se refrescar”, explicou o presidente da Junta de Freguesia de Algoso (JFA), Luís Manuel.
Antiga vila e concelho, Algoso não perdeu a “majestade” de outros tempos. Além do património histórico, conserva animação e movimento, bem como várias pessoas a passearem pela aldeia ou, simplesmente, sentadas a conversarem. Apesar do “mal” da desertificação e envelhecimento da população que atinge o Nordeste Transmontano em geral, a freguesia orgulha-se da agitação originada pela procura constante de turistas. “Temos muitos visitantes, mas gostaríamos de poder ter alguém a tempo inteiro que os pudesse receber e manter as portas do castelo sempre abertas”, lamenta o autarca.
A JFA bate-se, ainda, pelo avanço da mini – hidríca do rio Angueira, cujo processo enfrenta, actualmente, um impasse. “Só há entraves, o que é muito mau, pois este projecto podia trazer riqueza à região, bem como alguns postos de trabalho”, aponta Luís Manuel.

