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Vida e morte em foco

Vida e morte em foco
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  • 3 de Junho de 2008, 09:00

Integrada na pós-graduação em Cuidados Continuados e Paliativos, a sessão decorreu nas instalações do ISLA de Bragança e focou temas da actualidade. “Com a criação da Rede de Cuidados Continuados em todo o País, é essencial a preparação dos profissionais”, sublinhou o professor catedrático.
Daniel Serrão abordou algumas questões éticas com as quais os profissionais de saúde se podem deparar, como a eutanásia ou suicídio assistido. “Como lidam com doenças crónicas e prolongadas, devem ter sensibilidade ética, pois a relação entre os seres humanos tem que acontecer no interior do universo ético”, explicou o médico.
Assim sendo, quem trabalha em Cuidados Continuados ou Paliativos deverá ter em conta que estas unidades acolhem doentes crónicos, que pela sua natureza podem melhorar, mas nunca curar.
“Precisam de apoio permanente, pelo que a relação entre profissional de saúde e doente é mais íntima, directa e pessoal. Estes pacientes vão estar todos os dias à espera da visita de um desses profissionais”, sublinhou Daniel Serrão.
Na óptica do professor catedrático, para se poder trabalhar em Cuidados Continuados ou Paliativos, os profissionais devem saber aceitar a própria morte como um acontecimento simples e natural. “Só depois disso é que podem ajudar os outros, caso contrário podem projectar no doente os seus medos e receios”, salientou o médico.

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Redação