A caça aos olhos de Artur Águedo de Oliveira
Durante a sua exposição, Júlio de Carvalho realçou que este transmontano foi um grande caçador e um pensador sobre os problemas da caça. “Foi pioneiro em querer implantar em Portugal uma democracia venatória.
Além disso, quis transmitir publicamente os seus pensamentos e as suas ideias sobre a caça e sobre o contributo da caça para o desenvolvimento da sociedade portuguesa”, frisou o orador.
Numa altura em que a falta de espécies cinegéticas e o descontentamento de alguns caçadores se faziam sentir, Águedo de Oliveira apresentou um projecto de lei na Assembleia Nacional, que depois de discutido deu origem à lei de 1967, que regulou a caça até à implementação da democracia.
Segundo Júlio de Carvalho, as ideias deste deputado já representavam um avanço significativo no campo do ordenamento cinegético em Portugal. A par de uma actividade lúdica, Águedo de Oliveira via a caça como um factor de desenvolvimento económico e social e do aproveitamento do solo e da agricultura.
“Já previa a criação de zonas de caça, embora com outro nome, e se tivessem sido implementadas na altura não estaríamos com o atraso cinegético em relação aos outros países da Europa”, constata Júlio de Carvalho.
Para enriquecer o espólio da Fundação, o orador sugeriu, ainda, que seja publicada uma obra sobre este projecto de lei e toda a discussão em que esteve envolvido.

