Empresa de perfumes troca Bragança por Macedo
Para já, dedica-se ao embalamento de amostras de perfumes e cosméticos para grandes multinacionais do ramo da perfumaria, mas pretende iniciar o fabrico de perfumes e cosméticos.
Segundo António José Flores, o responsável da empresa, a mudança está relacionada com os entraves impostos pelo regulamento da ZIB. “Já tinha acordado com a Câmara a compra de um terreno para construir instalações próprias, dado que estou a trabalhar num pavilhão alugado. No entanto, a cláusula de reversão, que faz parte do regulamento, impede-me de fazer um leasing para a aquisição do lote”, lamenta o empresário.
Após várias reuniões com entidades bancárias e fracassadas as negociações com a Câmara Municipal de Bragança (CMB), o empresário decidiu transferir-se para Macedo de Cavaleiros, onde encontrou condições mais atractivas, que lhe permitem laborar com custos mais reduzidos. “Em Macedo a carga fiscal é mais baixa do que em Bragança. Há uma diferença de mais de 10 mil euros”, constata o empresário.
Empresa pioneira em Portugal pretende apostar no fabrico de perfumes e cosméticos
Além disso, o responsável também considera que a ZI de Macedo vai beneficiar mais com a construção da Auto-Estrada Transmontana. “São motivos secundários, que também fazem diferença”, acrescenta António Flores.
Confrontado com esta situação, o presidente da CMB, Jorge Nunes, afirma que o regulamento da ZI cumpre a legalidade e que depois de vários contactos não foi encontrada uma solução viável. “Entrámos em contacto com a Câmara Municipal de Vila Real, que nos disse que não tinham conhecimento de nenhum processo do género. Nós temos que proceder dentro da lei. Não podemos fazer o impossível, temos que salvaguardar o interesse público”, vincou o edil.
Jorge Nunes acrescentou, ainda, que o terreno está disponível e representa um excelente negócio, dado que é vendido a um preço simbólico face ao valor real.

