Galhofa sai à rua
Assim sendo, no passado sábado, cerca de 20 estudantes reuniram-se no átrio do Centro Cultural de Bragança para participarem no I Torneio de Galhofa, que já contou com regulamentação e árbitros designados para o evento. “Trata-se de uma luta livre, mas sem violência, que se praticava entre aldeias, na época do Natal. Como achámos que se estava a perder um pouco, decidimos recuperá-la”, explicou José Bragada, docente da ESE.
Esta modalidade, que era praticada somente por homens, tem como objectivo obrigar o adversário a tombar de costas ou ombros no chão. Para tal, é necessário agarrar, apenas, na parte inferior do corpo. “Como as mulheres passaram a praticar a Galhofa, começou a vestir-se t-shirt. No entanto, as regras continuam as mesmas e só é permitido agarrar as calças de ganga”, sublinhou o responsável.
Em vias de desaparecer, esta luta tradicional começou a ser inserida nas aulas da ESE por José Bragada, que pretende, também, promovê-la junto dos mais pequenos. “É uma actividade que apela à inteligência e destreza e que os alunos apreciam, pelo que gostaríamos que se integrasse esta modalidade no Desporto Escolar, pois deve começar-se com as crianças”, adiantou o docente.
José Bragada prevê, ainda, organizar um Torneio de Galhofa entre estudantes universitários que tenham em comum a disciplina Jogos Tradicionais. “Acredito nas potencialidades desta modalidade e julgo que se poderá expandir ao resto do País. Assim, vamos promover uma iniciativa entre as entidades onde se lecciona esta disciplina”, acrescentou o responsável.

