Fim da linha
No grave acidente de Fevereiro de 2007 eram 5 os passageiros, tantos como no descarrilamento da sexta-feira. Se a taxa de ocupação já era reduzida, os 3 acidentes registados ao longo de um ano não são a melhor propaganda para a linha, em especial no plano turístico. É que o espectáculo do Vale do Tua é algo que vale a pena apreciar, mas quem garante um bilhete de ida e volta aos utentes desta linha férrea?
O governador civil de Bragança já veio a público defender o encerramento da via e talvez seja esta a melhor solução para garantir a vida dos utentes, por mais que se goste do caminho-de-ferro. O último troço de carris no distrito de Bragança pode suscitar paixões, mas o que aconteceria se a automotora que descarrilou na sexta-feira tombasse para o lado do rio, em vez do contrário? Se a segurança continuar a faltar, a linha há-de acabar, mesmo que a barragem fique no papel, o que não é de esperar.
Nota: no Editorial da semana passada referiu-se que Manuela Ferreira Leite foi responsável pela subida do IVA de 19 para 21 por cento. Na verdade, a ex-ministra das Finanças aumentou a taxa de 17 para 19 por cento. A subida de 19 para 21 por cento já teve o carimbo do Governo de José Sócrates, pelo que PS e PSD estão quites em matéria de subida impostos. O desempate chega em Julho com a descida de 21 para 20 por cento.

