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Monumentos de Bragança em miniatura

Monumentos de Bragança em miniatura
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  • 17 de Junho de 2008, 08:59

Este bragançano iniciou este desafio há três anos, altura em que começou a construir o castelo. “Desafiei-me a mim próprio fazer o ex-libris da cidade, consegui e continuei a fazer mais monumentos”, conta José Santana.
As mãos habilidosas deste artesão das horas vagas também já deram forma à Domus Municipalis e à Igreja da Sé. “A Domus tem 60 centímetros por 40. A Sé já é maior, a torre tem 1,10 metros e a restante estrutura tem dois metros de largura”, salienta.
A aventura de José Santana continua, agora, com a construção da Igreja de Santa Maria. “Ainda está numa fase inicial. Para já só ainda é possível ver a porta e pouco mais. Mas também é aquilo que dá mais trabalho a fazer”, realça.
Os pormenores mais recônditos de cada monumento são esculpidos à risca pelo emigrante reformado, que, apesar de nunca ter trabalhado nesta arte, observa minuciosamente cada edifício para que nada falhe. “Em vez de tirar fotografias prefiro ir aos sítios e fazer os meus esboços”, explica com orgulho.
A garagem da sua casa foi transformada numa oficina, onde o martelo, o quadro, as limas, as serras e uma navalha são as ferramentas que mais utiliza nesta tarefa.
O gosto de construir poderá estar ligado aos 37 anos que trabalhou na construção civil, em França. Agora, preenche os tempos livres com uma actividade que faz por gosto e por amor aos monumentos da cidade que o viu nascer. “São edifícios que têm muito significado para mim, sobretudo a Sé, que foi onde fui baptizado”, acrescenta.
O Jornal NORDESTE encontrou José Santana na sua oficina a dar forma à Igreja de Santa Maria, que deverá juntar aos restantes monumentos dentro de um mês.

José Santana quer transformar todos os monumentos
de Bragança em miniaturas
de madeira

Já no quintal situado no bairro Além do Rio é possível apreciar a grandiosidade e a beleza das primeiras peças concebidas por José Santana. Em todas elas, a madeira é a matéria-prima dominante, mas não é o único material usado por este bragançano, que não resiste a completar o seu trabalho com pedaços de tubo ou de metal. “No caso da Sé o relógio está a funcionar, também lhe pus os sinos e as janelas estão de acordo com o edifício original. Como pode ver também estão todos pintados”, salienta.
Enquanto vai mostrando as peças expostas, o bragançano conta, ainda, que costuma fazer todos os anos um presépio, no qual também usa madeira, plástico e cartão.
Já as vizinhas dizem que há muitos curiosos que passam pelo bairro mais antigo da cidade para apreciar e fotografar as peças de José Santana.
Quanto ao futuro, este bragançano revela que o seu sonho é conseguir transformar em miniatura todos os monumentos da cidade de Bragança.

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Redação