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O Poder na Mudança

O Poder na Mudança
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  • 8 de Julho de 2008, 10:02

Asseguro-vos que vale mesmo a pena ler, não só pelo facto de ser um excelente trabalho de um nosso conterrâneo, mas sobretudo, pela qualidade da escrita, pela objectividade e facilidade de interpretação e pela simplicidade da apresentação dos factos.
O poder é, em todas as sociedades, um tema sempre actual e muito estudado.
A ambição pelo poder, a angústia de o perder, a intriga e a maledicência como jogos de poder, são assuntos que surgem em qualquer discussão política entre políticos e não políticos. A ambição de quem não tem capacidade é um crime, é uma das frases mais fortes na tradução da luta pelo poder e devolve-nos às questões mais elementares da vida política. Poderemos contrapor a capacidade, a competência e a exigência com a mentira, o tráfico de influência e a ameaça infundada? Será possível romper com as forças que tantas vezes se eternizam no poder? Também acontece no Poder Local? Claro que sim. Existem muitos exemplos de mudanças políticas que ocorreram em todos os actos eleitorais, e em muitos casos, foram verdadeiras revoluções.
Só assim, é possível rejuvenescer os partidos e os poderes políticos.
Da esquerda à direita, todos os partidos políticos publicitam o necessário rejuvenescimento. Todos, sem excepção, querem mais jovens na vida política activa. No entanto, quando existe essa disponibilidade, logo surge a questão:
Até onde querem chegar? Quem é que sai?
Se possível, ninguém. Tentam manter o poder, apesar de repetidas vezes anunciarem a retirada por cansaço e exaustão, sem se saber se deles próprios, se da comunidade que os elegeu. O momento da retirada é tantas vezes, difícil para os políticos e é, em muitos casos, um alívio para os cidadãos. “Respira-se liberdade”, dizia-se nas últimas eleições autárquicas numa terra transmontana, onde à semelhança de muitas outras, se aspira a uma mudança. Muitas vezes não acontece, porque há medo de represálias, subsiste a agonia de apoiar uma alternativa ao poder e submetem-se as pessoas à vontade de quem manda.
Não se deve exercer o poder absoluto, a ambição desmedida de exercer a autoridade porque a política foi, é e será sempre a vontade de mudar o Mundo.

Júlia Rodrigues

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