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“Mulher ao volante, simpatia constante”

“Mulher ao volante, simpatia constante”
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  • 2 de Setembro de 2008, 09:50

A paixão pela condução levou Liliana Martins, de 27 anos, a candidatar-se a um dos lugares de motorista abertos pela Câmara Municipal de Bragança (CMB). Depois de ter sido seleccionada é com orgulho que assume os comandos dos autocarros Gulliver que fazem o percurso na linha azul.
Esta bragançana é a primeira mulher a conduzir os transportes urbanos, no universo de 24 motoristas que estão ao serviço da autarquia. “Sinto-me muito bem, eles colaboram comigo e são, acima de tudo, bons colegas de trabalho”, salientou Liliana Martins.
O vice-presidente da CMB, Rui Caseiro, afirma que foi a primeira vez que apareceu uma mulher a concorrer para motorista de transportes colectivos, mas realça que o processo de selecção decorreu normalmente, de acordo com a igualdade de géneros prevista na lei.
Para já, Liliana Martins é vista de forma especial, porque se trata de uma novidade na cidade de Bragança. “Relativamente a outros municípios que têm transportes urbanos já têm mulheres motoristas. Cá é a primeira e pode ser um exemplo para que haja mais mulheres a concorrerem a este cargo”, acrescentou Rui Caseiro.

Passageiros incentivam Liliana Martins a continuar ao volante dos autocarros Gulliver

Nas muitas viagens que tem feito pelo centro da cidade, a motorista vai ouvindo comentários dos passageiros, mas garante que até agora têm sido todos positivos. “Dizem que devia haver mais mulheres a conduzir autocarros. Até agora ninguém manifestou medo”, afirma em tom risonho.
Para Liliana Martins, os transportes urbanos sempre foram mais aliciantes do que as carreiras mais longas. “Como sou de cá prefiro estar a trabalhar na minha terra. Além disso, as viagens longas são mais cansativas”, conta a motorista.
Já os autocarros eléctricos requerem mais atenção e concentração. “Por exemplo, ao nível do sistema de travagem tem que se controlar muito bem e evitar travagens bruscas”, acrescenta.
Com o apoio da família e amigos, Liliana Martins afirma que o seu sonho é seguir a carreira de motorista de transportes colectivos e incentiva outras mulheres que gostem desta arte a fazer o mesmo. “Nunca ninguém me disse que é uma profissão de homens”, graceja.
A conduzir os autocarros eléctricos desde o início do mês passado, esta motorista já suscitou a curiosidade de outras mulheres. “Já me disseram que houve raparigas que depois de me verem vieram à Câmara perguntar o que era preciso para conduzir este autocarro”, concluiu Liliana Martins.

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Redação