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Precariedade na Hotelaria nortenha

Precariedade na Hotelaria nortenha
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  • 30 de Setembro de 2008, 13:15

Segundo o responsável, parte das empresas do sector não cumprem os seus deveres perante os trabalhadores e o próprio Governo. “Muitos são clandestinos, ilegais, não fazem descontos para a Segurança Social, pelo que, em caso de necessidade, ficam sem protecção social”, explicou o responsável.
O sindicalista referiu, ainda, casos em que “os trabalhadores fazem jornadas de 10 ou 12 horas diárias, com, apenas, um dia de folga, quando o regime mínimo estipulado é de dois dias de folga”. Já em algumas empresas avaliadas, o SHN comprovou a inexistência de medicina no trabalho, carteira ou formação profissional.

Iniciativa visa, também, apelar às autoridades responsáveis

Além do incumprimento de direitos dos funcionários, Francisco Figueiredo alerta para a “fuga ao fisco” das empresas que “não declaram o trabalho dos empregados, sendo que no recibo referem, apenas, o salário mínimo ou o que está na tabela salarial e, por fora, pagam cerca do dobro”, advertiu.
Assim sendo, esta acção, em curso em toda a região Norte do País, visa sensibilizar os trabalhadores, mas, também, patrões e empresas do sector. “Mal arranjam trabalho, alertamos os funcionários para que comuniquem logo à Segurança Social a sua situação. Mais tarde, mesmo que a empresa não faça descontos, pode ser protegido em caso de desemprego ou doença”, sublinhou o responsável.
O presidente do SHN revelou ainda o decréscimo da qualidade do trabalho realizado, resultado das condições laborais e da grande rotatividade de funcionários do sector da Hotelaria. “Recebem mal, têm horários longos e penosos, trabalham à noite e ao fim-de-semana, além da rotatividade que põe em causa a qualidade do emprego e do serviço”, acrescentou.
Francisco Figueiredo apelou, ainda, a uma maior intervenção por parte de entidades como a Autoridade para as Condições do Trabalho. “Funciona mal, não se comporta como uma verdadeira autoridade, pois não aplica coimas e é benevolente”, lamenta o sindicalista.

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Redação