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Professores de Bragança exigem mudança

Professores de Bragança exigem mudança
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  • 11 de Novembro de 2008, 11:55

Na óptica do dirigente, o actual modelo de avaliação obriga à realização de um vasto leque de procedimentos que leva ao desgaste físico e psicológico do docente. “Prevê-se um sem-número de coisas que exigem muito tempo dos professores e os afastam do essencial, que é planificar aulas e pensar no aluno. Com este modelo, focam-se mais na própria avaliação e no modo de terem uma melhor nota”, lamenta o sindicalista.
Segundo um documento enviado por docentes do distrito de Bragança para alguns órgãos da comunicação social, organismos oficiais e governamentais, este modelo de avaliação é “inexequível, arbitrário e injusto na sua aplicação”. Como tal, não tem “relevância para o desenvolvimento profissionais dos docentes e, consequentemente, desprovido de contributo para a melhoria do ensino e da escola pública”. Assim sendo, os signatários do abaixo-assinado afirmam defender “um modelo de avaliação que se norteie por efectivas preocupações de valorização profissional, numa perspectiva formativa e não penalizadora, propiciadora de uma diferenciação pela positiva e com real impacto nas aprendizagens dos alunos”.

Mais de 700 docentes de Bragança juntaram-se aos milhares de todo o País

Segundo José Domingues, os pedidos de suspensão do modelo de avaliação têm surgido um pouco por todo o distrito de Bragança. “Cerca de 90 por cento dos professores de Mirandela, Mogadouro, das Escolas Secundárias Abade de Baçal, Emídio Garcia e Miguel Torga, em Bragança, entre muitas outras, têm avançado com estas acções”, informou o responsável. Para contestar estas e outras medidas do ME, cerca de 750 professores do distrito de Bragança rumaram para Lisboa, no passado sábado, onde se juntaram aos 120 mil docentes oriundos de todo o País.
Considerada a maior manifestação de sempre do género, os contestatários lutaram, entre muitas outras coisas, por uma avaliação de desempenho justa, horários pedagogicamente adequados, estabilidade profissional e gestão democrática das escolas.

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Redação