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“Macedo deixará de ter uma unidade hospitalar”

“Macedo deixará de ter uma unidade hospitalar”
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  • 28 de Agosto de 2012, 08:50

Jornal Nordeste (JN) – Com os cortes anunciados na área da Saúde, acredita que Macedo continuará a ter uma Urgência ou passará a ter, apenas, uma Unidade de Cuidados Continuados?
Mota Andrade (MA) – Não tenho dúvidas que com este Governo e com estas políticas isso vai acontecer. Infelizmente mais cedo do que tarde.
Eu admito que até às eleições autárquicas haja por parte dos partidos da maioria, em particular do PSD, uma tentativa de ocultar e de não querer que isso aconteça. Mas não tenho dúvidas que a curto e médio prazo isso vai ser uma realidade.
Não tenho dúvidas de que será o fim em termos de unidade hospitalar. Penso que deixará de ter uma Urgência, deixará de ser uma unidade hospitalar e passará a ser um centro de atendimento de pessoas recorrentes em termos de doença, denominado Unidade de Cuidados Continuados.

JN – Em relação às freguesias, acha que vai haver força política para fazer a reorganização?
MA – Em relação às freguesias tenho uma posição muito clara sobre essa matéria. Sou responsável nacional, na Assembleia da República pelo poder local, pelo Partido Socialista. Em relação à extinção de freguesias, eu acho que para as zonas do interior são perdas enormes. Porque é a última presença do Estado. E mais, o presidente da junta de freguesia e toda a equipa fazem um trabalho notável em termos de apoios e, muitas vezes, são o único suporte das populações. E fazem esse trabalho praticamente em regime de voluntariado. A extinção dessas freguesias não vai trazer uma poupança significativa. Vai é deixar as pessoas completamente abandonadas. Não têm transporte público, são pessoas com idade avançada, que precisam de vir ao médico e muitas vezes é o presidente da junta que faz aquele trabalho de arranjar esse transporte. É o presidente de junta que leva os medicamentos, é o presidente de junta que leva e traz o correio.
É uma lei completamente cega e que vai ter consequências extremamente negativas.
Esta reforma não está ferida de legitimidade jurídica, mas de legitimidade política penso que sim. Porque não basta haver uma maioria. Este tipo de lei para permanecer no tempo tem de ter maiorias qualificadas e já no passado assim foi. Eu temo o pior nesta matéria.

Entrevista na íntrega para ler nesta edição do Nordeste Desporto nas bancas com o Jornal Nordeste.

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Redação