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Festival Sons e Ruralidades dá vida às aldeias

Festival Sons e Ruralidades dá vida às aldeias
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  • 26 de Setembro de 2012, 08:28

A pé ou em cima do tradicional burro mirandês, população e visitantes trocaram experiências e contemplaram a beleza da paisagem.
Depois de palmilhar o caminho de terra batida junto ao rio vislumbrava-se o moinho. Foi erguido por Marcelino Romão. Residente em Quintanilha, já perdeu a conta ao número de moinhos que recuperou não só no Nordeste Transmontano, mas em toda a região de Trás-os-Montes e Alto Douro.
“Levantei isto do chão. Estava em ruínas”, começa por dizer o artesão, que também dá vida a outros objectos tradicionais feitos em madeira.
A Câmara de Vimioso investiu cerca de 65 mil euros na recuperação deste património, que agora ganha vida com a visita dos turistas.

“Vivíamos da farinha”

José Rodrigues ainda guarda na memória os tempos passados no moinho comunitário. “Vinha com o meu sogro e dormi aqui muitas noites. Vivíamos só da farinha daqui”, recorda o habitante de Serapicos.
E são estas histórias aliadas ao burro mirandês que atraem visitantes de todo o País e até da vizinha Espanha.
Miguel Nóvoa, da Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino, que organiza o evento, realça que o objectivo é trazer turistas e envolve-los na comunidade local.
“Mudámos a data para o início do Outono para que as pessoas das aldeias possam vender alguns dos seus produtos de qualidade, como a batata, a cebola, as couves”, enumera Miguel Nóvoa.
A organização do evento diz que o objectivo não é o turismo de massas, mas sim trazer pessoas interessadas em dar vida às aldeias.


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Redação