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Voltou-se a moldar o barro no Felgar

Voltou-se a moldar o barro no Felgar
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  • 27 de Novembro de 2013, 10:06

A Rota da Olaria tem paragem obrigatória na freguesia do Felgar, em Torre de Moncorvo, que no fim de semana recordou a arte de trabalhar o barro.
A aldeia tem um grande passado ligado a esta manufactura tradicional, mas oleiro já só resta um. Chama-se António Duque e faz tudo para transmitir este ofício aos mais jovens, ensinando em algumas oficinas a arte da olaria, inclusive a crianças. “Já não moro no Felgar, mas tenho alguns conhecimentos de olaria e vim aqui partilhá-los com crianças e com quem quis aprender”, conta o oleiro. António acrescenta que os mais jovens “ficaram muito admirados com o tempo que pode demorar a fazer uma peça de barro”.
Para além das oficinas infantis, houve tempo para uma ronda das adegas. A música foi assegurada pela Banda Filarmónica do Felgar, numa noite com temperaturas negativas. Anteontem, os participantes da Rota da Olaria puderam visitar uma antiga fábrica de Corantite, na aldeia vizinha do Carvalhal.

“Aldeia Viva”

A organização esteve a cargo do “Aldeia Viva”, um grupo de arqueólogos e antropólogos que trabalham na Barragem do Baixo Sabor, que apesar de não serem transmontanos, nutrem uma enorme paixão por esta região. “Apesar de não serem transmontanos temos uma enorme paixão por esta região e decidimos começar a reavivar algumas tradições”, explica António Maximino.
No passado, o Felgar chegou a ter treze unidades onde se produzia telha, mas hoje já não está nenhuma em funcionamento.
Destaque
Grupo de arqueólogos e antropólogos que trabalham na Barragem do Baixo Sabor decidiram começar a reavivar algumas tradições

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Redação