Expositores fazem balanço positivo da Feira Agrícola de Bragança
A primeira edição da Feira Agrícola de Bragança chegou ao fim com um balanço positivo.
“O balanço é extraordinariamente positivo porque o que sentimos nestes quatro dias de feira, foi um sentimento de pertença de todos os visitantes, dos expositores e da organização sobre a feira. Senti claramente que era algo que todo o território desejava, mas mais do que isso, é algo que une todo o território, as pessoas gostam, identificam-se, e portanto foi muito gratificante ouvir todas as pessoas”, destacou Isabel Ferreira, presidente da Câmara de Bragança.
Mas admitiu que há aspetos a melhorar. “O modelo é este, não há dúvida. Portanto, atividades complementares que tenham demonstração, exposição de maquinaria, mas também demonstração da mesma maquinaria, que tenham concursos de raças animais, a chega de touros também, algo tradicional no nosso território, expositores com os nossos produtos, e que tenham também para os mais novos atividades, como a nossa quinta pedagógica, e depois a parte também científica e tecnológica com os seminários”, explicou a autarca. Mas considerou que é preciso “aumentar o espaço também para realizar mais atividades e a Quinta da Trajinha permite isso. Ela é grande e tem potencial também de expansão. Isto porque sentimos que nos últimos dias havia muitas pessoas que queriam aderir e já não tínhamos espaço disponível”, contou.
Isabel Ferreira defendeu que no futuro é necessário que a quinta também seja “mais vedada, para que os expositores não precisem de retirar o seu material” e também criar mais acessibilidades, como “duas passadeiras, para que as pessoas circulem à vontade entre a zona central e as zonas laterais dos expositores”, referiu.
No domingo, o último dia da feira, os expositores mostraram-se satisfeitos com as vendas. Garantiram que nem o calor impediu o negócio.
Isabel Rodrigues, de Pinela, levou vários produtos da terra, como mirtilos, cereja, azeite, figo seco, feijão frade, noz e amêndoa. “Com este calor até está a correr muito bem. Já fazia falta um certame destes, faz sempre falta para promover. E houve até bastantes visitantes para o calor que se sentiu”, partilhou.
Luísa Rio, de Macedo de Cavaleiros, apresentou enchidos tradicionais, como a chouriça, alheira, salpicão, chouriço doce, pão caseiro, entre outros. Sobre a feira revelou que correu bem. ”É primeira vez, portanto está a começar, mas tem pernas para andar e está no bom caminho”, disse. “Fazia muita falta porque não havia aqui no concelho”, apontou.
Já Dulce Veiga, produtora de pão, veio de Lombada. “Tenho bolos de carne económicos e folares. Nós costumamos fazer o mercadinho na Praça da Sé e e aceitámos o desafio e está a correr bem. É sempre uma novidade, mas foi uma boa aposta porque há muitos agricultores que precisam de divulgar os produtos e acho que é uma mais-valia para todos”, frisou.
A primeira edição da Feira Agrícola de Bragança, decorreu na Quinta da Trajinha e à partida deverá regressar no próximo ano no mesmo local e datas. “Tivemos alguma dificuldade no início em escolher a data, depois acabou por ser esta e no fundo também se revelou uma boa data, portanto temos ainda que refletir, mas ao dia de hoje consideramos que foi uma excelente escolha”, concluiu a autarca.
