Clubes contestam processo eleitoral da Associação de Atletismo de Bragança e exigem esclarecimentos
Os clubes que apoiaram a Lista B nas eleições para os órgãos sociais da Associação de Atletismo de Bragança, realizadas a 8 de maio, tornaram público um comunicado onde contestam vários aspetos do processo eleitoral e exigem esclarecimentos sobre factos que consideram ainda por explicar.
Embora os resultados das eleições já tenham sido anunciados, os subscritores do documento defendem que o processo está longe de encerrado, sustentando que persistem dúvidas relacionadas com a composição do caderno eleitoral, a admissão de novos associados e a exclusão da candidatura alternativa que chegou a ser validada pela associação.
Segundo os clubes signatários, o ato eleitoral foi convocado a 23 de abril, apesar de o mandato em curso estar previsto terminar apenas em julho. À data da convocatória, segundo referem, existiam 12 clubes com capacidade eleitoral ativa, sendo que quatro tinham sido inscritos na véspera, entre os quais uma associação ligada à caça e pesca.
A Lista B, liderada por Olímpia Santos, foi apresentada a 27 de abril, constituindo, de acordo com o comunicado, a primeira candidatura alternativa na história da Associação de Atletismo de Bragança. Os seus apoiantes alegam que, após o encerramento do prazo para apresentação de listas, foram admitidos cinco novos associados, incluindo associações de caça e pesca e entidades afins, cada uma com direito a voto independentemente da sua atividade efetiva na modalidade.
Os clubes recordam ainda que ambas as candidaturas foram inicialmente validadas a 29 de abril, mas afirmam que a Lista B acabou por ser excluída dois dias antes das eleições, deixando apenas uma lista a sufrágio.
No comunicado, os signatários questionam também o número de votantes. Alegam que o caderno eleitoral comunicado pela Federação Portuguesa de Atletismo contemplava 12 clubes com capacidade eleitoral ativa, mas que no ato eleitoral terão participado 15 associados.
Outra das questões levantadas prende-se com a representatividade da direção eleita. Os clubes afirmam que, dos 172 atletas federados do distrito de Bragança, 150 pertencem a clubes que apoiaram a candidatura entretanto excluída, o que corresponde a mais de 87% do total.
Os subscritores defendem que os clubes, atletas e comunidade desportiva têm o direito de conhecer o contributo efetivo das entidades que participaram no processo eleitoral, nomeadamente o número de atletas federados que representam e o trabalho desenvolvido em prol do atletismo distrital.
Apesar das críticas ao processo, os clubes garantem que continuarão a desenvolver a sua atividade desportiva, promovendo competições, formando atletas e representando o distrito em provas regionais e nacionais.
No final do documento, os signatários apelam ao esclarecimento das dúvidas suscitadas e à salvaguarda dos princípios da legalidade, transparência e igualdade de participação, considerando que a comunidade do atletismo distrital merece respostas claras sobre o processo eleitoral.
O comunicado é assinado por representantes do Ginásio Clube de Bragança, Clube Atlético de Macedo de Cavaleiros, Mirandela a Correr, Grupo Desportivo de Bragança, Associação Recreativa Alfandeguense, Clube Azenhas Vivas – Associação de Campismo e Montanhismo do Tua e Vimont – Associação Juvenil de Vilar do Monte.
A Lista A, que ganhou as eleições, em maio, após exclusão da Lista B, era liderada por Rodolfo Cidré Moreno, que já era presidente da associação.