A primeira edição da Feira Agrícola de Bragança vai decorrer entre 18 e 21 de junho, na Quinta da Trajinha, e pretende afirmar o concelho como território ligado ao setor agrícola, à inovação e aos produtos endógenos.
A iniciativa, promovida pelo Município de Bragança, reunirá 88 expositores ligados aos setores agrícola e agroalimentar, maquinaria agrícola, investigação e tecnologia. O evento contará ainda com uma quinta pedagógica, atividades culturais, conferências temáticas e demonstrações.
A presidente da Câmara Municipal de Bragança, Isabel Ferreira, garante que a feira era “desejada” pela população e pelo território.
“Era algo que todo o território desejava porque se identifica com a temática do setor agrícola”, afirmou a autarca, sublinhando que o objetivo passa por dar visibilidade “àquilo que melhor temos”, nomeadamente “a castanha, o azeite, o mel e todos estes produtos tão únicos”.
Segundo Isabel Ferreira, o certame pretende também juntar diferentes componentes do setor agrícola, desde a tradição à modernização tecnológica.
“Quando nós pensamos em feira de agricultura cabe muita coisa”, referiu. “Vai desde experimentar tosquear uma ovelha até procurar máquinas agrícolas de nova geração ou assistir a conferências ligadas à castanha, ao azeite, ao mel ou ao pão.”
A autarca considera que a feira pode funcionar como “uma montra” para os produtores e empresários locais, ajudando a criar oportunidades de negócio e a aumentar a riqueza gerada no território.
O evento vai contar com expositores de produtos regionais, maquinaria agrícola e uma quinta pedagógica destinada às famílias e crianças. Estão também previstas atividades recreativas e culturais, bem como uma chega de touros.
Inicialmente prevista para o Eixo Atlântico, a feira vai realizar-se na Quinta da Trajinha, espaço pertencente ao Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP). Isabel Ferreira explicou que a mudança surgiu devido às características do local.
“O Eixo Atlântico é eminentemente urbano. A Quinta é urbana, mas tem características rurais. Temos espaço para todas estas dimensões”, explicou.
A presidente destacou ainda a ligação do espaço ao ensino profissional agrícola e revelou que o município pretende reforçar a colaboração com o IEFP para aproximar a formação profissional das necessidades do setor.
A feira terá também uma componente tecnológica, através de uma Plataforma Digital Inteligente que permitirá aos visitantes acompanhar a programação em tempo real.
O vereador com os pelouros da Informática e Sistemas Inteligentes, Ambiente, Sustentabilidade e Energia, Ricardo Pinto, explicou que a aplicação pretende “interagir o visitante com aquilo que será a Feira Agrícola de Bragança”.
“A ideia é que os visitantes tragam a feira consigo, no bolso através do telemóvel”, afirmou, acrescentando que os utilizadores poderão receber notificações sobre seminários, aulas da quinta pedagógica ou demonstrações a decorrer no recinto.
Questionada sobre o investimento do evento, Isabel Ferreira disse que o valor ainda não está fechado, uma vez que o processo de contratação pública decorre. Ainda assim, garantiu que será “um investimento contido” face ao retorno esperado para o território.
A autarca adiantou também que, para já, o município não prevê recuperar a Norcastanha, considerando que a castanha “já tem o seu espaço” dentro da Feira Agrícola. Quanto à Norcaça, revelou que estão a decorrer reuniões com o setor cinegético para estudar um novo modelo associado às montarias realizadas nas freguesias do concelho.
Escrito por Cindy Tomé / Rita Teixeira

