Preço da água pode descer
O vice-presidente da Câmara de Bragança, Rui Caseiro, vê vantagens nesta medida. “Tendo em conta que a tarifa é mais elevada na nossa região, a tendência é para que atinja o mesmo valor no que toca ao abastecimento de água em alta. Neste sentido, haverá uma ligeira subida na zona do litoral e uma descida significativa no interior”, explica o autarca.
A presidente da Câmara de Alfândega da Fé, Berta Nunes, também defende a uniformização das tarifas em todo o País. “Não faz sentido os munícipes de Trás-os-Montes pagarem a tarifa mais alta quando o rendimento per capita nesta região está abaixo da média nacional”, defende a autarca. O problema é que, mesmo com tarifas mais elevadas, o retorno dos investimentos em sistemas de água e saneamento é mais lento em Trás-os-Montes, do que no resto do País, porque há menos população.
“A ATMAD não é rentável, nem nunca será, a não ser que avancem para taxas proibitivas”, afirma Berta Nunes.
Dos 12 municípios do distrito de Bragança, apenas Carrazeda de Ansiães, Vimioso e Miranda do Douro não aderiram ao sistema multimunicipal.
