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Crise passou ao lado da Feira dos Gorazes

Crise passou ao lado da Feira dos Gorazes
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  • 23 de Outubro de 2012, 08:39

Pedro Garcia, de uma empresa ligada à energia e climatizações de Macedo de Cavaleiros, participou pelo quinto ano na feira e revelou: “é sempre bom o negócio, pois o cariz da feira é mais comercial no aspecto de venda na hora, em vez de exposição, ao contrário de outras feiras em que participo”.
O empresário defende o conceito da feira a vários níveis, como as entradas serem grátis, as escolhas musicais serem de qualidade, mas de menos nome, o que permite que as atenções dos visitantes não se foquem tanto nos artistas, mas na música enquanto vão visitando pela feira.
Paulo Vieira, de uma empresa da área de panificação, participou pelo sexto ano e garantiu que o negócio tem vindo a subir em termos de vendas. “Tem havido melhorias em termos de organização e distribuição dos stands pelo espaço da feira”, observou.
Paulo Sá, da Casa Ultramarina, empresa de electrodomésticos de Mogadouro, participa desde que foi fundada a feira comercial, ainda junto ao antigo campo de futebol. O empresário afirma que “a crise não se sente na feira dos Gorazes”. O feedback que tenho dos outros expositores de diferentes ramos é favorável, pois venderam muito”, garantiu.

Contactos e negócios

Há quem aproveite a feira para apresentar empresas, que é o caso da recém-criada Casa da Lontra, sediada no Variz (Mogadouro), que se dedica à confecção tradicional de compostas, doces, pão, folar e enchidos regionais. Nos Gorazes 2012, Rui Monteiro concretizou as suas primeiras vendas, angariou vários fornecedores da matéria-prima e potenciais clientes para escoar os produtos.
Opinião geral dos participantes, desde os estreantes, repetentes e totalistas, é que ficaram satisfeitos com a feira e pretendem regressar nas próximas edições.
O presidente da Associação Comercial, Industrial e Serviços de Mogadouro, Horácio Sá, estima que tenham passado pela Feira, que terminou ontem, cerca de 35 mil pessoas. “A Feira superou todas as expectativas. Tivemos um número de visitantes bastante elevado. O tempo ajudou-nos bastante, tirando algum frio, mas também Gorazes sem fio e chuva não são Gorazes. A nível de negócios superou-se a crise”, garante o responsável.
Este ano, a organização estava a contar com 180 expositores, mas acabaram por aparecer mais do que o previsto. Horácio Sá deixa a promessa de aumentar o espaço para a próxima edição dos Gorazes.


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Redação