Região

Obras na capela de Samil dividem padres

Obras na capela de Samil dividem padres
Imagem do avatar
  • 17 de Outubro de 2012, 08:21

Entre outros motivos estão em causa os pilares antigos, que foram substituídos por colunas contemporâneas de granito.
“Uma coisa é conservar e outra coisa é alterar o que lá estava. Todos nós sabemos que quando os edifícios são alterados desta maneira, decapitando tudo o que lá estava, perde-se a estética, perde-se a história, perde-se a memória e o edifício fica a valer menos”, considera o técnico. Segundo Ernesto Vaz, “mesmo do ponto de vista económico, os pilares que lá estavam têm muito mais valor que duas reles colunas que mandaram encomendar numa fábrica de granito”.
O templo em causa data do século XVII e situa-se ao lado da estrada nacional que liga Bragança a Izeda.

Jogo do empurra

Na hora de apurar responsabilidades, o arqueólogo acusa o antigo pároco, Rufino Xavier, de ter autorizado as obras. “Foi o padre Rufino Xavier, que esteve em Samil nos últimos oito anos. Eu acuso-o de ser o responsável material pela decapitação da nossa capela”, frisa Ernesto Vaz.
Mas, quando confrontado com esta acusação, Rufino Xavier não quis prestar declarações, alegando que as obras começaram depois do padre Sobrinho Alves ter começado a orientar a paróquia.
Por sua vez, o novo pároco garante que as obras já decorriam quando chegou à aldeia e diz, mesmo, que desconhecia a existência da capela.
“Eu nem sequer conhecia a capela. Chamaram-me e quando lá cheguei nem sequer havia pilares. Por isso eu nem sei como era antes destas obras”, conta o padre Sobrinho Alves.

Proponha um artigo de opinião:
info@pressnordeste.pt
Abrir
Imagem do avatar
Written By
Redação