Primeiros passos no mundo do Jazz
Jornal Nordeste (JN) – Uma das suas inspirações é a fadista Amália Rodrigues. O que é que a inspira na diva do fado?
Elisa Rodrigues (ER) – A alma. Sei que é um bocadinho difícil de definir mas há muita gente que canta sem conseguir transmitir grande emoção, às vezes é muito difícil através de palavras explicar exactamente a história e, mais do que explicar é dizê-la em palco ou em disco, é preciso ser uma pessoa muito forte e ter uma alma muito grande. Eu, sinceramente acho que não há ninguém como a Amália que foi uma grande intérprete, se ouvir muito tempo um disco dela chego mesmo a chorar, comove-me a esse ponto. Por isso digo que ainda está para nascer alguém como ela.
JN – O seu primeiro disco é com o pianista Júlio Resende. Como é que se deu esse encontro?
ER – A primeira vez que eu toquei com o Júlio foi há sensivelmente 5 anos. Ele conheceu-me com o projecto que eu tinha na altura, ouviu-me no My Space e ficou muito impressionado, quis ter o meu contacto. Eu entretanto fui vê-lo a um concerto, mal conseguia falar com ele porque ele era excelente e eu estava “super envergonhada”. Depois tocámos juntos, uma ou duas vezes, só que eu ficava tão nervosa de estar ao lado de músicos tão bons que acabava por bloquear e não conseguia cantar tão bem, então deixamos de tocar durante uns tempos.
Entretanto eu cresci, fiquei menos tímida e começamos a fazer as coisas mais a sério e ele convidou-me para editar um disco com ele e desde então tenho sempre tocado com ele. O Júlio é o director musical do disco e tem sido o meu braço direito, sem ele não faria metade do que faço.
Entrevista na íntrega para ler nesta edição do Nordeste Desporto nas bancas com o Jornal Nordeste.
