Meixedo vira cidade, mas Alfaião fica pelo caminho
Esta proposta foi aprovada ontem e parece agradar à população, habituada às lides agrícolas. Pelo menos é a convicção do presidente da Junta de Freguesia, Luís Gonçalves, que rejeita uma aglomeração com as freguesias rurais vizinhas de Carragosa ou de Rabal. “Mal por mal preferimos vir para Bragança”, garante o autarca.
Questionado se Meixedo reúne as condições para ser uma freguesia urbana, Luís Gonçalves tem dúvidas, mas acredita que se vai conseguir integrar.
Em relação ao futuro desta localidade, aliada às regras da capital de distrito, ainda é incerto. As taxas de IMI devem aumentar, tal como as taxas de água ou saneamento, mas o autarca parece ainda não se ter debruçado sobre estas consequências para a população que representa. “Não sei, vamos ver no futuro como é que vai ficar”, afirma Luís Gonçalves.
Nos cenários iniciais traçados pela Câmara de Bragança também esteve em cima da mesa a integração de Alfaião e Samil na cidade, mas com a redução do número de agregações, estas comunidades conseguiram manter o estatuto de freguesia e mantêm-se autónomas.
Aliás, esta vontade foi manifestada por Samil, que apesar de fazer parte do perímetro urbano, prefere manter o estatuto rural.
O presidente da Junta de Freguesia de Alfaião, João Rodrigues, também se mostrou satisfeito com esta proposta. “Estamos contentes com esta decisão. Nós sempre dissemos que preferíamos ficar sozinhos, mas a termos que ser agregados preferíamos Bragança a S. Pedro de Serracenos. Esta sempre foi a vontade da população”, garante o autarca.
Santa Maria
reclama sede
As duas freguesias que já existem na capital de distrito vão unir-se, e o presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria, Jorge Novo, já reivindica a sede da Junta no centro histórico, mesmo contrariando o que está em cima da mesa, que dá preferência à freguesia com mais população, que neste caso é a Sé.
“Faz sentido que se que instale a sede no actual edifício recuperado pela Junta de Freguesia de Santa Maria, onde funciona actualmente”, defende Jorge Novo.
Já o presidente da Junta de Freguesia da Sé, Paulo Xavier, relembra que faz sentido colocar a sede na zona mais populacional da cidade.
