Feira dos Gorazes espera 180 expositores
“Este ano, não sentimos os efeitos da crise, já que os expositores que marcam presença no certame reconhecem que são cinco dias para se fazerem contactos e diversos negócios”, revelou o presidente da Associação Comercial, Industrial e Serviços de Mogadouro (ACISM), Horácio Sá.
Por outro lado, com as novas acessibilidades criadas na região nordestina, como são o caso do IC5 e IP2, começa a ser delineada “uma nova estratégia” para a iniciativa económica, já que estes dois eixos rodoviários vão permitir “um namoro” com clientes vindos da região do Douro Vinhateiro e das Beiras.
“O IC5 e o IP2 são duas vias fundamentais para o desenvolvimento económico desta região do sul do distrito e pensamos que vamos atrair mais visitantes fora da região do Planalto Mirandês”, acrescentou.
A crise em Espanha também levou “a uma redução” de expositores provenientes da região transfronteiriça: “por esse motivo, há que procurar novos mercados”.
O também empresário disse ainda que os expositores cada vez mais procuram feiras “onde se faça negócio”.
Onde se faz negócio
“A Feira dos Gorazes caracteriza-se por isso, pois continuava a manter-se a tradição de se vir cá comprar”, acrescentou Horácio Sá, que sublinha querer um certame de actividades económicas de referência no Nordeste Transmontano e não um evento onde prevaleça a música, no género das festas populares.
Segundo diversos investigadores, a Feira do Gorazes teve origem na idade média e está relacionada como um certame de final de colheitas.
Para o presidente da Câmara de Mogadouro, Moraes Machado, apesar de não haver números exactos, já que não há um controlo de entradas no recinto onde decorre a feira
“muitos são os que no final da cada edição se mostram satisfeitos com os negócios e contactos para futuras transacções comerciais”.
