Apoios das autarquias não chegam para todos
“Devido aos cortes fomos obrigados a beneficiar só aqueles que mais necessitam ao nível dos manuais escolares e da alimentação. As refeições também são gratuitas para todos os alunos do 1.º Ciclo que se deslocam das aldeias”, esclarece o vereador da Educação da Câmara Municipal de Freixo de Espada à Cinta, Pedro Mora.
Mesmo assim, a autarquia investe cerca de 150 mil euros em Educação.
O autarca realça, ainda, que “com os cortes e as imposições feitas pelo Governo é complicado pagar todas as despesas nesta área”. “Estamos neste momento a negociar os transportes, mas estamos a ponderar alegar interesse público para não cumprirmos a Lei dos Compromissos”, garante Pedro Mora.
A maioria dos municípios do distrito de Bragança paga os manuais escolares, apenas, aos estudantes oriundos de famílias com dificuldades económicas. Bragança, Macedo de Cavaleiros, Alfândega da Fé, Mirandela, Torre de Moncorvo e Carrazeda de Ansiães também atribuem os apoios por escalões.
Em Mirandela, a vereadora da Educação, Maria Gentil, explica que o município entrega um cartão às famílias carenciadas para levantarem os livros numa livraria da cidade.
Já em Torre de Moncorvo, os pais recebem uma verba em dinheiro para poderem comprar os manuais para os filhos.
A contrariar a crise estão cinco municípios do Nordeste Transmontano, que optam por dar os manuais escolares a todos os alunos do 1.º Ciclo, sem excepção. É o caso de Vinhais, Mogadouro, Vimioso, Vila Flor e Miranda do Douro.
A autarquia de Vinhais continua a fazer um investimento forte na Educação. O município investe cerca de 750 mil euros em manuais escolares, refeições e transportes escolares.
“A Educação continua a ser a nossa prioridade. Este ano, tivemos o cuidado de fazer contas para não aumentarmos o orçamento em relação ao ano anterior”, conclui o vereador da Educação, Roberto Afonso.
