Nove licenciaturas sem alunos no IPB
O presidente do IPB justifica esta situação como facto de este ano ter havido uma diminuição acentuada do número de candidatos e uma grande retracção sobretudo nas áreas de engenharia e tecnologias. “O instituto teve menos 72 alunos do que no último ano, mas esperava que a quebra fosse maior, tendo em conta a realidade”, acrescenta.
Ainda assim, Sobrinho Teixeira acredita que todos os lugares vão ser ocupados. “O número de candidatos que temos noutros regimes irá compensar esta quebra. Esperamos complementar através dos cursos de especialização tecnológica, alunos estrangeiros e regimes especiais”, salienta o responsável.
Na Escola Superior Agrária, ninguém concorreu às engenharias Agronómica, Alimentar, Biotecnológica, Florestal e Zootécnica, enquanto que na Escola Superior de Tecnologia e Gestão as engenharias Electrotécnica e de Computadores e a de Química e Biológica também não registaram entradas.
“Fizemos uma análise e, a nível nacional, o número de alunos na área das engenharia e tecnologias decresceu perto de 80 por cento”, realça Sobrinho Teixeira.
Enfermagem
com a média mais alta
O presidente do IPB lembra que “este ano entrou em vigor uma portaria que exige a passagem em simultâneo nos exames de Matemática e Físico-química, mas o ensino secundário não fez um esforço para aumentar o sucesso escolar e o resultado é que houve mais alunos reprovados e muito menos alunos a entrar na área das tecnologias”.
Os cursos de Desporto, Análises Clínicas, Enfermagem e Farmácia ficaram com todas as vagas preenchidas.
Enfermagem é a licenciatura com a média mais alta do IPB, com 13,4 valores, sendo a mais baixa nos cursos de Educação Básica e Design de Jogos Digitais, com 9,5.
Para a segunda fase ainda estão disponíveis 1321 vagas.
