Porta Norte só é real no papel
A concretização do projecto, contudo, tarda em realizar-se e a oposição já começa a duvidar da sua viabilidade.
O parque incluía um campo de mini-golfe, um semi-cativeiro de espécies características do Parque Natural de Montesinho, um centro de tratamento de aves e um jardim botânico. Estava também prevista a construção de um anfiteatro natural com capacidade para 8 mil pessoas, um espaço para a realização de espectáculos e uma zona para a prática de desportos radicais.
Na apresentação, a autarquia previa ter o parque a funcionar em 2010, mas passados dois anos, ainda não há perspectivas para o arranque das obras.
A bancada socialista da Assembleia Municipal considera o projecto fracassado. “Muitas vezes o executivo apresenta os projectos de uma forma que não é a adequada porque não tem todas as premissas concretizadas”, afirma Luís Pires. Além disso “também é usual fazer grandes panóplias e manifestações de marketing, que depois acabam por não ser concretizados e acabam por redundar em fracassos”.
Projecto de 12 milhões
O projecto, orçado em 12 milhões de euros, precisa de financiamento comunitário para ser concretizado, que até agora não foi conseguido.
O Bloco de Esquerda entende que se trata de um equipamento demasiadamente grande para a realidade da cidade de Bragança. “Não é só uma questão de haver ou não dinheiro para o concretizar. A questão é se se justifica ou não esse tipo de investimento”, refere Luís Vale. Para o dirigente, “Bragança já tem um conjunto de equipamentos públicos que terão que ser suportados nos próximos tempos e para a realidade social da nossa cidade já são mais do que suficientes. Um projecto como o Porta Norte não se adequa à realidade do nosso concelho”.
O Jornal Nordeste procurou ouvir o presidente da Câmara de Bragança, mas Jorge Nunes não se mostrou disponível para falar sobre o assunto.
