Região

“Helicóptero chegará a todo o distrito em 30 minutos, no máximo”

“Helicóptero chegará a todo o distrito em 30 minutos, no máximo”
Imagem do avatar
  • 11 de Setembro de 2012, 08:23

Jornal Nordeste (JN) – O que é que esteve na origem da decisão de deslocalizar o helicóptero do INEM de Macedo de Cavaleiros para Vila Real, para servir toda a região Norte?
Miguel Soares de Oliveira (MSO) – Contrariamente ao que dizem algumas vozes contrárias a esta mudança, não é garantidamente uma medida economicista. Esta decisão foi fortemente ponderada e fundamentada, significando uma melhoria da resposta em emergência médica a muitos portugueses.
Este reajustamento dos helicópteros do INEM tem por base uma parceria entre o Ministério da Saúde e o Ministério da Administração Interna (MAI), para uma melhor gestão dos recursos do País. Assim, dois helicópteros do MAI e três do INEM ficam dedicados à emergência médica durante oito meses do ano. Nos restantes quatro meses, em que tradicionalmente ocorrem mais incêndios, estas aeronaves do MAI servirão para o combate aos fogos, sendo, nesta altura, contratado pelo INEM um outro helicóptero para dar resposta às situações de emergência médica.
Neste âmbito, torna-se necessário relocalizar os helicópteros do INEM em locais onde complementem a localização dos helicópteros do MAI, para que possam abranger o maior número possível de portugueses. É neste ponto que a relocalização do meio que atualmente tem a sua base em Macedo de Cavaleiros ganha especial importância.

JN – Com a saída do meio aéreo do Nordeste Transmontano há populações do concelho de Bragança que ficam muito distantes deste serviço. O socorro a pessoas de concelhos de Freixo de Espada à Cinta ou de Miranda do Douro não poderá estar em causa?
MSO – Esta relocalização vai afectar parte do distrito de Bragança, não podemos negar. Mas, da mesma forma, significa melhorias significativas em muitas outras áreas da região Norte, Centro e Alentejo.
Ainda assim, e quanto à população de Bragança, garantimos que o helicóptero chegará às localidades do distrito num período máximo de 30 minutos de voo, tempo internacionalmente recomendado para a utilização deste tipo de meio.
Com a actual base situada em Macedo de Cavaleiros, o número de população situada num raio de 10 minutos de voo é de 45 mil habitantes. Com a relocalização do helicóptero em Vila Real, este número é mais do dobro: 100 mil pessoas.
É nesta grande diferença que assenta esta decisão, que não deve ser vista unicamente numa perspectiva regional, mas sim numa abrangência nacional. A relocalização servirá mais portugueses, muitos que residem igualmente em localidades longe dos centros urbanos e com menor acesso às unidades de saúde. É o caso das populações de Mesão Frio, Mondim de Basto, Santa Marta de Penaguião, Sabrosa, só para citar algumas.
Por outro lado, porque estamos apostados em melhorar a capacidade de resposta da emergência médica na região transmontana, os ganhos conseguidos com a parceria entre o INEM e o MAI vão ser aplicados em novos e importantes investimentos. Investimentos que, na prática, se revelarão mais úteis à população de Bragança.

JN – Mas de que forma o INEM vai garantir o socorro às populações que ficam mais distantes do meio aéreo?
MSO – A partir de 1 de Outubro, o INEM vai reforçar o socorro no Nordeste Transmontano com a abertura de três novas ambulâncias de Suporte Imediato de Vida, com um enfermeiro e um técnico de ambulância, que vão prestar cuidados diferenciados. Estas ambulâncias vão estar localizadas nos Serviços de Urgência Básica de Mogadouro, Macedo de Cavaleiros e Vila Nova de Foz Côa.

Entrevista na íntrega para ler nesta edição do Nordeste Desporto nas bancas com o Jornal Nordeste.


Proponha um artigo de opinião:
info@pressnordeste.pt
Abrir
Imagem do avatar
Written By
Redação