Região

Auto-Estrada deixa agricultores sem acesso aos terrenos

Auto-Estrada deixa agricultores sem acesso aos terrenos
Imagem do avatar
  • 10 de Setembro de 2012, 08:16

As passagens que existiam foram destruídas durante os trabalhos. A concessionária construiu outras, mas vai obrigar a população a percorrer maiores distâncias.
O mais prejudicado é Aníbal Ferreira, que tem um rebanho de 250 cabeças com o estábulo do outro lado da via rápida. “Eu evito passar no meio da aldeia, mas da maneira que nos deixam isto vou ter de o fazer. Não tenho outra hipótese porque não vou andar dois quilómetros com as ovelhas de um lado para o outro”, afirma.
A população reclama a construção de uma passagem superior que estava prevista no projecto. José Exposto, que já enviou uma comunicação à Estradas de Portugal, diz que o assunto ficou esquecido pelos responsáveis da obra. “O que se vê é que isto não foi analisado. Puseram isto no papel e depois ficou esquecido e abandonado”, afirma, salientando que “fizeram algumas modificações como foi o caso do traçado para norte do cemitério, o viaduto era para ser superior e afinal fizeram inferior. O restante processo foi tudo abandonado”.
Esta já não é a primeira vez que há queixas. Em Junho oito presidentes de Junta do concelho de Bragança também protestaram por causa dos caminhos rurais e acessos a terrenos agrícolas.

“Nada foi cumprido”

Segundo o autarca de Quintela de Lampaças, Vítor Costa, a passagem superior prevista já não deverá ser construída. “A Estradas de Portugal e a concessionária estiveram aqui foram feitos alguns acordos, mas nada foi cumprido, não sei se deixam até à última”, afirma o presidente da Junta, que garante que “este assunto foi debatido nessa ocasião e disseram que agora era impossível fazer a ponte, porque já era tarde e custava muito dinheiro”.
Contactado pelo Jornal Nordeste, o director da delegação de Bragança da Estradas de Portugal não soube esclarecer o assunto por desconhecer o caso em concreto. Nuno Gama garantiu, no entanto, que alguns dos problemas detectados em Junho “já foram resolvidos e outros estão ainda em processo de resolução porque implica fazer alterações ao projecto e noutros casos até expropriações”.
Tentámos também obter uma reacção por parte da concessionária Auto-estradas XXI mas não foi possível chegar à fala com Rodrigues de Castro.


Proponha um artigo de opinião:
info@pressnordeste.pt
Abrir
Imagem do avatar
Written By
Redação