A estranha suspensão da TerraFlor
Em segundo, porque há 10 anos a Câmara Municipal construiu um parque de feiras e exposições a pensar na feira que agora deixou cair. Em terceiro porque a pujança do município nos sectores olivícola e vitivinícola justificam a organização da TerraFlor. Em quarto porque é no ano em que abre o IC5 e o IP2 que a autarquia decide suspender o certame, sem esperar pelo contributo destas vias no aumento do número de visitantes. Em quinto porque seria a 10ª edição da Terraflor e até havia razões para festejar, dado tratar-se de uma feira bem conseguida.
Por mais que esgrima o argumento da Lei dos Compromissos, a Câmara de Vila Flor não conseguirá justificar esta decisão, pelo menos de modo a ficar bem na fotografia. Sabe-se que o autarca local, Artur Pimentel, é um homem inteligente, mas falta-lhe dinâmica na promoção do município e na dinamização de uma estratégia de desenvolvimento económico para o seu concelho. Se assim não fosse, talvez a Adega Cooperativa não tivesse acabado sozinha. Afinal, era o nome do concelho que estava nos vinhos “Pinga do Lavrador” ou “Portas D. Dinis”, rótulos que, durante muitos anos, conseguiram dar nome ao município. Só que Artur Pimentel decidiu seguir outro rumo, o mesmo que agora ditou a suspensão da TerraFlor. Há uns anos caiu na “Tentação” de apoiar a rodagem de um filme de Joaquim Leitão e, mais tarde, aceitou comparticipar a rodagem de uma telenovela na Terra Quente Transmontana. Vila Flor assistiu a tudo com alguma euforia, mas pouco ou nada ganhou com isso, infelizmente.
