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O Natal dos ricos e dos pobres

O Natal dos ricos e dos pobres
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  • 16 de Dezembro de 2008, 11:41

Nos preparativos presta-se especial atenção ás doçarias, que tradicionalmente constam de rabanadas, aletria, mexidos, filhós e Bolo – Rei.
Na lareira arde um tronco que permanecerá até de madrugada largando o seu calor acolhedor no frio das noites de Dezembro… As crianças, que são uma presença constante e barulhenta emprestam um ar festivo, com as suas brincadeiras e correrias. Os homens ajudam as mulheres nas tarefas mais pesadas e tratam das bebidas e dos aperitivos.
O prato principal da Ceia é o bacalhau cozido com batata, hortaliça, cebola e ovo. O bacalhau é seleccionado e tudo é regado com o bom azeite português. A acompanhar o melhor vinho verde tinto que se guardou para esta altura. O segundo prato que é servido muito depois consta de arroz solto com polvo cozido. No fim são servidos os doces, acompanhados de vinho do Porto após o que toda a gente se diverte com jogos, anedotas e conversas.
Por volta da meia-noite as crianças retiram-se para dormir, deixando junto da lareira o sapatinho para que o Pai Natal lá coloque a prendinha.
O dia seguinte marca a maior alegria para as crianças, com a habitual correria para junto do sapatinho para abrir as suas magníficas prendas.

Bem diferente é o Natal dos mais desfavorecidos, muitas vezes sem festa ou presentes

Completamente diferente é o Natal dos mais desfavorecidos, muitas vezes sem festa, sem presentes, sem peru e sem árvores de Natal. Pais e mães com um nó no coração por não poderem dar um presente aos seus filhos, a não ser que sejam contemplados com os cabazes distribuídos por autarquias ou instituições de solidariedade social. À mesa pode não haver bacalhau, mas sim pescada, pois o primeiro é muito caro. No dia 25, as crianças percebem que o Pai Natal não foi às suas casas, apesar de se terem portado bem durante o ano.
Há apenas uma coisa que é comum às duas classes: amor e muito carinho, mas são os mais desfavorecidos que melhor entendem a verdadeira essência do Natal, que anda muito longe do consumismo exagerado à volta das prendas.

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Redação